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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Pessoas idosas são mais vulneráveis ao vírus da dengue


A causa pode estar em doenças pré-existentes, 
que tornam a dengue mais grave




As pessoas com mais de 60 anos de idade são mais vulneráveis às complicações causadas pela dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A causa pode estar em doenças pré-existentes, que tornam a dengue mais grave. O especialista em vírus de insetos da Universidade de Brasília (UnB) Bergmann Morais Ribeiro explica isso.

“Como qualquer doença, os idosos são mais vulneráveis, porque não têm a mesma resposta imunológica de uma pessoa mais jovem. Qualquer patógeno, se os idosos forem infectados, a probabilidade de a doença ser mais severa é maior. O corpo do idoso já está debilitado, com uma doença crônica, por exemplo, aumenta a inflamação no corpo e isso, às vezes, favorece a replicação do vírus da dengue.”

Qualquer pessoa acima de 60 anos que apresentar os primeiros sinais de dengue deve procurar imediatamente um serviço de saúde. Os principais sintomas são febre alta, dor no corpo, cansaço, manchas vermelhas, falta de apetite, dor de cabeça ou dor ao movimentar os olhos. Toda a população pode ajudar a evitar o contágio eliminando a água armazenada. Esses locais podem se tornar criadouros do mosquito da dengue, o Aedes aegypti.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Água contaminada prolifera o mosquito da dengue


Uma substância encontrada na água contaminada com esgoto pode ajudar na proliferação do mosquito da dengue. O composto químico, chamado de geosmina, é o mesmo que tem afetado o fornecimento no Rio de Janeiro, deixando a água com gosto e cheiro de terra. A geosmina atrai o mosquito da dengue, facilitando a reprodução do animal. A descoberta foi publicada na revista científica “Current Biology”, fortalecendo a ideia de que a falta de saneamento é um dos fatores que mais contribuem para a proliferação do Aedes aegypti.

A engenheira sanitarista e professora da Escola Politécnica da UFRJ, Iene Cristina Figueiredo, explica que o surgimento de geosmina é resultado da ação de cianobactérias, que são algas microscópicas, principalmente quando a água está contaminada.

“Esses organismos [cianobactérias] para se proliferarem precisam de luz e de nutriente, essencialmente nitrogênio e fósforo. Algo que a gente também aporta para os cursos d’água por conta do esgoto sanitário. Aí a gente gera um ambiente ‘ótimo’ – água parada, muito esgoto, muito nutriente e muita luz.”

André Ricardo Machi é doutor em biologia pela Universidade de São Paulo e estuda o comportamento do Aedes. O especialista explica que o mosquito é atraído pela geosmina porque a substância é um sinal de que o reservatório de água é “propício” para o desenvolvimento das larvas.

“A água contaminada produz uma maior quantidade de geosmina, pois essa substância é basicamente produzida por microrganismos, principalmente bactérias. Isso faz com que especificamente a fêmea do mosquito seja mais atraída para ‘ovipositar’ nesse local uma vez que, onde há a substância, também há microrganismos dos quais as larvas dos mosquitos podem se alimentar.”

As autoridades de saúde reforçam o papel dos moradores no combate a focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A recomendação do Ministério da Saúde é de que limpeza de possíveis focos do Aedes, dentro de casa, seja semanal.


Dados do ministério revelam que, em 2019, de janeiro a agosto foram notificados quase um milhão e meio de casos prováveis de dengue – número quase sete vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2018. A taxa de incidência a cada 100 mil habitantes ultrapassou 735 ocorrências. Em relação aos casos graves da doença, foram registradas 1.419 confirmações.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. 

Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 
Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.