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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

O estilista Rodrigo Rosner é o nome por trás do Sorvete Discreto e inaugura sorveteria no Iguatemi

Em paralelo ao trabalho de estilista, Rodrigo Rosner abre sua primeira loja física de sorvetes

Sem encomendas de vestidos para casamentos e outros eventos durante a pandemia, o estilista Rodrigo Rosner se perguntava como conseguir manter as funcionárias de seu ateliê. Começou a produzir o seu sorvete de creme de chocolate com avelã - apreciado nos jantares entre amigos - para ser vendido no Instagram de uma amiga. “Encomendei embalagens de isopor e assim que chegaram, preparei 10 litros do sorvete, pensando em vendê-los durante um mês. Comecei numa quinta e no dia seguinte já tinha vendido tudo!”, relata Rosner.

No início era apenas ele, uma batedeira comum e um freezer. As vendas foram aumentando e ele decidiu então criar novas opções de sabores, de doce de leite e quindim. E o que seria apenas uma saída temporária virou um novo negócio, com Instagram próprio: o Sorvete Discreto, cujo primeiro ponto de venda abre dia 01 de dezembro no Shopping Iguatemi em São Paulo.

O nome Sorvete Discreto surgiu da estratégia adotada pelo estilista de ser um sorveteiro anônimo. “Eu queria feedbacks verdadeiros sobre o produto. Então mandei para conhecidos sem revelar que era eu mesmo que fazia”, recorda. O número de pedidos nas redes sociais da sorveteria cresceu tanto que foi preciso ampliar o negócio. “Comprei mais um freezer, depois outro, e mais um…”

Com a alta demanda, tornou-se necessário profissionalizar a marca. Rodrigo convidou, então, sua amiga de infância e publicitária Karina Beznos Goldstein para ser sua sócia. Unindo forças e conhecimento, eles inauguram este mês seu primeiro ponto de venda físico. Hoje são 13 sabores: Creme de chocolate com avelã, Doce de Leite, Quindim, Paçoca, Romeu & Julieta, Abóbora com Côco, Bananabella, Café, Ninho de Mafagafos, Cereja Azeda, Pistachelena, Chocolate meio Cássia, e Maracujá com Chocolate Crocante, além das edições limitadas para datas especiais e os sazonais, como o de figo rami. Um sabor light já em desenvolvimento.

“O sorvete é uma sobremesa completa, a estrela do jantar”, garante o estilista, e também sorveteiro. A textura ultra cremosa do produto artesanal é obtida com ingredientes naturais, sem conservantes, emulsificantes e corantes. Além da textura e sabores únicos, a sobremesa é embrulhada com muito capricho, entregue em embalagem de presente. “A mesma preocupação estética que eu tenho quando eu faço uma roupa, eu tenho quando finalizo o sorvete”, conta Rosner, que agora se divide entre moda e gastronomia.

O clássico sabor de creme de chocolate com avelã foi rebatizado de Youngtella, em homenagem à escritora e roteirista Fernanda Young. “A Fernanda, uma grande amiga, amava o sorvete. Sempre que acontecia uma coisa boa e ela queria comemorar, ou ruim e ela queria se consolar, ela pedia o sorvete e eu mandava para casa dela. E ela falava “você ainda vai ter um império com esse sorvete”, recorda. Sábia Fernanda...









Serviço: 

@sorvetediscreto 
De quarta à sábado das 10h às 19h e domingo das 10h às 16h
Delivery pelo WhatsApp: +55 11 95588-7373
Shopping Iguatemi
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, São Paulo-SP

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Fotografia Plus Size resgata autoestima feminina

Procura por ensaios fotográficos tem aumentado durante a pandemia



Quando foi a última vez em que você se olhou no espelho e se sentiu bem consigo mesma? O isolamento social abalou a autoestima de muitas mulheres. Não tem sido fácil ficar o dia todo em casa, coberta de tarefas e responsabilidades, sem poder tirar um tempo para si – o autocuidado é um privilégio de poucas.

A fotógrafa Adriana Líbini sabe disso muito bem. Há 10 anos, ela faz ensaios com mulheres que buscam recuperar sua autoestima e se especializou em fotografia Plus Size desde 2012. Em tempos de pandemia, ela tem realizado até oito ensaios por mês, o dobro do que costumava fazer antes. Ela atribui esse aumento justamente à necessidade de recuperar o “eu” em meio ao caos. “Muita gente sentiu a necessidade de trabalhar a saúde mental, e o bem-estar está, de certa forma, ligado a isso. Poder olhar para si mesma nesse momento é fundamental para encarar o dia a dia, e o que faço no meu trabalho é dar essa possibilidade para milhares de mulheres”, afirma a profissional.

“A mulher que entra não é a mesma que sai” - Em sua experiência profissional, Adriana relata as mais diversas histórias, justamente pela consolidação de seu trabalho junto às mulheres. Muitas a procuram para reescrever um capítulo de suas vidas ou dar início a uma nova jornada. É o caso de mulheres com histórico de relacionamentos abusivos, depressão e outras feridas físicas ou psicológicas. “Chegam todas tímidas, inseguras, ficam nervosas na frente das câmeras. Mas, com muita atenção, acolhimento e conversa, vou deixando-as mais à vontade, confiantes de si mesmas”, explica a fotógrafa.

Os ensaios começam com uma sessão de maquiagem e preparação do cabelo. Após a troca de roupas, é hora dos cliques. Todo o processo dura entre três e quatro horas, com até cinco figurinos, e vai evoluindo conforme a desenvoltura da modelo. “Geralmente, as primeiras imagens são mais casuais, mas deixamos a modelo ditar o ritmo do ensaio. Vamos percebendo juntas se ela topa fazer fotos mais sensuais, ousando pouco a pouco, se ela estiver confortável com isso.”

Tudo é feito como um encontro entre amigas, relata a fotógrafa. Assim que começam os cliques, inicia-se também uma transformação. A cada pose, nasce uma nova mulher. “A mulher que entra no estúdio não é a mesma que sai”, destaca.

Expressão de si mesma - Seja ao estilo Pin-up – as clássicas modelos 1950 –, urbano, inspirado nos hippies dos anos 1970 ou mesmo vestindo trajes sociais, os ensaios fotográficos são uma expressão da individualidade. “Hoje, depois de tantos cliques e flashes, descobri que beleza é algo para todas. Com a fotografia de Moda Plus Size, percebi que toda mulher merece ser o que desejar: sem rótulos, sem padrão de beleza e preconceitos”, declara.

A fotógrafa Adriana Líbini e sua equipe, de outras duas pessoas, têm tomado todo o cuidado para que as sessões, além de especiais, sejam seguras. Devido à pandemia de Covid-19, os horários estão mais espaçados e há apenas uma cliente por período. Todos da equipe usam máscaras e há frascos de álcool em gel espalhados pelo estúdio. As maquiagens são esterilizadas e a maquiadora utiliza a técnica de airbrush, que permite ter menos contato do pincel com a pele da cliente.

Para saber mais, acesse o site www.adrianalibini.com.br.

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domingo, 1 de novembro de 2020

Apoio mental pelas plantas


Por meio da Biofilia e Silvoterapia, o paisagismo se mostra um verdadeiro aliado contra ansiedade e depressão




A mudança brusca gerada pela pandemia do Covid-19 teve consequência graves também na saúde mental dos brasileiros. Segundo um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e publicado pela revista The Lancet, os casos de depressão aumentaram 90% e os de ansiedade e estresses agudo mais que dobrou.

Saulo Ribeiro, psicólogo e designer de interiores, explica que tudo isso vem acompanhado do medo e insegurança que o momento nos traz. “Estamos presos em casa, perdemos contato com quem amamos e gostamos, não poder sair gera também um desconforto, sintomas de perda, de falta. Além disso, o convívio geral na pandemia também teve como consequência o aumento de brigas familiares e agressões domésticas o que, obviamente, impactam bastante no bem-estar das pessoas”, explica o psicólogo.

Para reencontrar o equilíbrio físico e mental, a natureza – que já fez parte de 99% da vida humana, mas que hoje representa apenas 9% - volta a ganhar relevância. “Hoje temos a neuroarquitetura, e dentro dela temos a biofilia, que é justamente a capacidade inapta de nos sentirmos bem na natureza”, elucida Saulo que indica aos seus pacientes o uso e cuidado das plantas como forma de auxiliar no combate as doenças da mente.

O nome Biofilia não é algo que esteja dentro do senso comum das pessoas, mas o desejo pelo contato da natureza sim. A paisagista Nãna Guimarães, que viu sua demanda por projetos paisagísticos dobrar nesta pandemia, explica exatamente o que os clientes costumam pedir. “As pessoas vêm até a mim buscando melhorar a paisagem da casa. Existem muitos pedidos para a colocação de jardins verticais com a intenção de alegrar o lar, tirar o estresse”, salienta.

Não só as plantas, mas tudo aquilo que a envolve como a terra, o ar puro e a água que utilizamos para molhá-la faz bem. A ciência comprova que quando estamos em contato com o verde, em espaços mais naturais, nos sentimos revigorados, os corpos estão programados para se sentirem plenos naquele ambiente. “Sempre que nós encontramos em uma situação de estresse ou precisamos tirar férias, pensamos em estar perto da natureza. Quando queremos descansar, pensamos na natureza. É inconsequente, mas sabemos que ali nos sentimos bem. É onde o corpo e a alma podem descansar”, indica Nãna.

De acordo com o psicólogo, a conexão direta com a natureza, gera uma resposta entre nosso corpo e cérebro, pois estamos retornando para onde sempre fomos pertencentes. “Quando a natureza está presente no ambiente, em trabalhos e escritórios, por exemplo, a produtividade, a qualidade de vida e a atividade são melhores. Isso faz com que a própria natureza sirva como uma ótima ferramenta de cura. É importante estabelecer uma conexão do nosso ambiente de trabalho com o ambiente natural, que potencializam nossos sentimentos positivos, como a alegria, tranquilidade e afeição, ao contrário dos ambientes fechados. A sensação de bem-estar faz com que nosso cérebro produza neurotransmissores que serão positivos com a nossa saúde”, cita Saulo.

Outra forma de trazer um alívio mental é a prática da Silvoterapia que nada mais é que do que o simples ato de abraçar árvores com intuito de recarregar as energias. A paisagista Nãna Guimarães explica que cada tipo de árvore pode provocar agradáveis e diferentes sensações. “Ipê, Jatobá, madeiras de lei, por conta da dureza dessas madeiras, espalham determinação e coragem. Tem também o Pau Ferro, Mogno, que vão passar mais força em questão de fragilidade emocional, ajuda na animação, depressão. Abraçar o Eucalipto, por exemplo, que é uma árvore que cresce individualmente, não deixa que outras árvores se desenvolva em volta dela, por ser pouco sociável, por viver sozinha em campos, ela nos tornam mais fortes. Para cada situação, terá uma árvore com as energias necessárias para te fazer bem. Basta se permitir”, encerra Nãna


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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O lago da esperança: Abadiânia aposta no turismo no entorno do Corumbá IV para a recuperação da economia local




Lago Corumbá IV está se tornando, cada vez mais, um destino relevante de lazer e ecoturismo no Centro-Oeste brasileiro. Com a crise em sua rota religiosa, moradores esperam que o turismo gere um novo ciclo de desenvolvimento para a cidade

Um em cada dez empregos no mundo são gerados pelo turismo, diz o Ministério do Turismo. Um dos passeios mais escolhidos pelo turista de ecoturismo é o Brasil, com sua diversidade natural, consagrando-se um destino internacional importante, embora exista espaço para crescer ainda mais, segundo os especialistas. O Estudo da Demanda Turística Internacional revela que, dos turistas que visitaram o Brasil no ano de 2018 com motivação de lazer, aproximadamente 17% correspondem ao Ecoturismo e Turismo de Aventura.

Essa é a nova âncora de Abadiânia, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, a 105 quilômetros de Goiânia e a 140 de Brasília. Nos últimos 40 anos, até o final de 2018, sua economia foi baseada no turismo religioso. O município, que era rota mundial de peregrinos em busca de tratamento espiritual promovidos pelo médium João de Deus, viu sua economia arrefecer após a prisão do líder mundialmente conhecido.

No passado, cerca de 90 a 95% dos turistas tinham motivações religiosas. A cidade chegava a receber um fluxo de até quatro mil fiéis semanalmente, em visita à Casa Dom Inácio de Loyola. Hoje, os registros não contabilizam 150 pessoas. Conforme constatação do prefeito José Diniz, a queda no número de visitantes representou para a cidade o fechamento de dois mil postos de trabalho, relegando cerca de 10% da população ao desemprego.

Por outro lado, a estruturação, em 2006, da Usina Hidrelétrica Corumbá IV, trouxe uma nova perspectiva para o município. Com a formação do lago para o reservatório, com 173km², a cidade acabou ganhando um novo atrativo, que agora passa a ser sua menina dos olhos. Do total, 27,39 km² da área alagada está em Abadiânia. O lago Corumbá IV permite, além dos passeios de barco e lancha, a realização de uma série de esportes náuticos e aquáticos como canoagem, caiaque, standup paddle, wakebord, jet ski, mergulho, pescaria entre outros.

“Atualmente, nosso objetivo é depositar as energias para explorar as potencialidades do Lago Corumbá IV e consolidar o ecoturismo na cidade porque acreditamos que ele trará novas oportunidades de trabalho e renda para a população”, diz o prefeito. O município já pavimentou quase a totalidade da Rodovia GO-474 que liga a cidade ao lago. Dos 23 quilômetros, 19 já estão prontos. O restante está em obras pelo governo estadual.

Outra estratégia da prefeitura são as parcerias com setor privado para o desenvolvimento da região. Um dos projetos que está sendo preparado é o Escarpas Eco Parque, o primeiro com o conceito de ecoturismo no Lago Corumbá IV. A área, onde está sendo desenvolvido o complexo pela Tropical Urbanismo e a Ferroeste, tem quase mais 1 milhão de metros quadrados. Ela está inserida em uma propriedade maior do grupo com 11 milhões de metros quadrados, sendo aproximadamente 10 mil mil metros lineares banhados pelo lago e por suas cascatas, corredeiras, piscinas naturais e a vasta riqueza do Cerrado Brasileiro.

Neste verdadeiro oásis natural, os empreendedores preparam espaços para experiências de ecoaventura, clube, marina com operador especializado e um condomínio ecológico fechado. O projeto promete transformar a cidade no novo destino de aventura e lazer do eixo Goiânia-Brasília, uma região que congrega uma população de mais de seis milhões de habitantes, ávidos por lazer, descanso e diversão nas horas vagas.

“A Tropical Urbanismo tem como tradição a sua preocupação em desenvolver projetos que contemplem a questão ambiental. Nesta nova proposta, pretendemos valorizar ainda mais uma área marcante pelas suas belezas naturais, oferecendo a infraestrutura necessária para transformá-la no novo roteiro de turismo de lazer e de casas de veraneio para todo Centro-Oeste brasileiro”, vislumbra Leandro Daher, diretor na empresa.

Os apreciadores da navegação e pescaria ganharão o respaldo da instalação da marina, com serviço completo de ancoragem, resgate de embarcações, limpeza e manutenção das lanchas. Para os eco-exploradores, o empreendimento oferece mais de 10 quilômetros de trilhas que conduzem à tirolesa, à estação de arvorismo e a um mirante com uma paisagem exuberante.

Um completo clube, onde estão sendo investidos em torno de R$15 milhões, contará com restaurante assinado por chef, parque aquático infantil Ecoboom, balanço infinito, quadras de esporte, lounge gourmet e bar temático. Além da instalação de um mall de conveniências para facilitar as aquisições de última hora.

O empreendimento também está sendo preparado para receber investimentos de uma referenciada rede hoteleira, permitindo ampliar o acesso de turistas às belezas e toda a diversidade presente no Cerrado goiano.

À frente do paisagismo do Escarpas Eco Parque está o consultor em biodiversidade nativa e arqueologia botânica para restauro da paisagem natural, o botânico Rodrigo Cardim, conhecido nacionalmente como Dr. Árvore. Está em suas mãos a destinação de mais de 20 mil mudas que integrarão o Cerrado Nativo presente na região: elas formarão um bosque frutífero para compor o fundo dos lotes do condomínio horizontal.

Conforme explica o gestor comercial do Escarpas Eco Parque, Lucas Rodrigues, diretor também a ImobShare, empresa especializada em segunda moradia, o projeto atende uma megatendência identificada no turismo atual, que é a busca pela experiência e a preocupação com a sustentabilidade - segundo constatou pesquisa do Booking. “Nossa intenção é criar uma experiência que liga a ecoaventura, o esporte aquático, a preservação ambiental e o turismo de aventura e lazer”, pontua.

A implantação da primeira fase do Eco Parque deverá receber cerca de 500 terrenos para casas de veraneio e um público estimado em 2000 pessoas, além de clube e espaço para atividades de ecoaventura. Os lotes escarpados permitem vistas singulares, ora do lago, ora da mata nativa que circunda o empreendimento.

“Haverá vagas de emprego para a etapa de obras do complexo, e da construção das casas por seus proprietários. Posteriormente, a demanda virá para a manutenção das residências e na operação do empreendimento”, afirma Rodrigues. Empregos diretos e indiretos podem chegar a 5000 no total somente na fase de obras.

Empresários locais migram de atividade

Abadiânia ocupa a 87ª posição no ranking do Produto Interno Bruno (PIB) em Goiás de 2017, e vinha crescendo ao longo dos anos. Em 2018, anterior à denúncia envolvendo o líder espiritual, os negócios locais geraram R$ 2,5 milhões, hoje não passam de R$1,6 milhão. Um dos setores que mais sofreram com a crise foi artesanato. Empresas que atuam na área reduziram o faturamento em 83%.

Com a crise, os moradores já estão mirando nas oportunidades abertas pela movimentação turística no entorno do lago, o que inclui as iniciativas do mercado imobiliário. “Temos visto empresários locais mudarem de área para investirem no comércio de materiais de construção e aluguel de maquinários. Bem como, o interesse de pessoas em se qualificarem para empregarem a mão de obra nos projetos que estão aterrisando na cidade. A transformação da orla do lago em um reduto de lazer e turismo nos permite vislumbrar uma mudança de página na história do município, onde seremos lembrados pelas nossas belezas naturais e pelo acolhimento de nosso povo”, analisa o prefeito José Diniz.

Uma amostra dos efeitos positivos do turismo já é percebida pelos moradores do distrito de Vila Piauí, que fica a 7 quilômetros do lago de Corumbá IV. A região passou a abrigar algumas empresas como padaria e material de construção, que antes não existiam, com objetivo de atender a demanda advinda do aumento do número pessoas que buscam lazer na região.

Abadiânia também integra o Mapa do Turismo Brasileiro, foi contemplada pelo Programa Mais Turismo, lançado em março pelo Governo de Goiás. A expectativa é que outros investimentos públicos cheguem para desenvolver ainda mais o turismo local.






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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Máscara cirúrgica antiviral testada na USP permite uso por 12 horas



Produto é recoberto por uma substância que torna reativo o oxigênio, eliminando o coronavírus. A inovação é fruto de uma parceria entre as empresas Golden Tecnologia e Phitta Mask, o Instituto de Química e o Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

O material desenvolvido pela empresa Golden Tecnologia, em parceria com o Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) e o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP), se mostrou capaz de inativar o coronavírus de forma prolongada em máscaras cirúrgicas. Resultado de um investimento de 2 milhões de reais, o produto foi testado no Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do ICB-USP, coordenado pelo pesquisador Edison Durigon, onde foi aprovado com 99,9% de eficácia na eliminação do vírus. Batizada de Phitta Mask, a nova máscara foi aprovada pela Anvisa e já está disponível no mercado. Pode ser comprada em farmácias ou na loja online da Phitta ao custo de R$ 1,70 cada unidade.

Um dos diferenciais da nova máscara é que pode ser usada por mais tempo do que as máscaras cirúrgicas comuns. O efeito antiviral e a eficiência de filtração bacteriana (BFE) permanecem por 12 horas, enquanto a máscara cirúrgica comum precisa ser trocada a cada duas horas e descartada. É possível, por exemplo, usar a máscara antiviral durante três horas em um dia e continuar usando nos dias seguintes até completar 12 horas de uso.

Outra vantagem é a ausência de toxicidade, uma vez que uma quantidade muito pequena da substância já é suficiente para inativar o SARS-CoV-2. “Já testamos no laboratório vários antivirais que funcionaram contra o vírus, mas nenhum em uma concentração tão baixa quanto esse”, ressalta Edison Durigon. Além disso, a substância não é liberada no meio ambiente, seja durante seu uso ou no descarte. “O material pode ser processado em qualquer sistema de incineração convencional sem deixar resíduos tóxicos”, destaca o professor Koiti Araki do Laboratório de Química Supramolecular e Nanotecnologia do IQ.

Mecanismo de ação – Segundo Araki, o material - cujo nome é mantido em segredo por causa do pedido de patente – interage com o oxigênio do ar tornando-o mais reativo. “O oxigênio, quando entra em contato com o tecido, se torna tão ativo quanto uma água oxigenada. Quando o vírus entra em contato com o material, ele é inativado. O diferencial é a produção contínua de pequenas quantidades em equilíbrio de um oxidante, usando uma substância que já existe naturalmente e a segurança de um produto que não apresenta toxicidade relevante e é isento de metal”, destaca.

A substância vinha sendo estudada há cinco anos pela empresa em parceria com o IQ. “Esse ativo é difícil de produzir, e os rendimentos eram muito baixos. No laboratório, conseguimos desenvolver um processo que diminuiu em mais de 90% a quantidade de resíduos e reagentes e o tempo de produção”, conta Araki.

Testes de eficiência – No início da pandemia, o produto foi testado em diferentes tecidos no Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do ICB-USP para verificar o seu potencial antiviral. O primeiro passo foi testar a citotoxicidade da substância. “Muitos produtos matam o vírus, mas também matam as células. Se o produto fosse tóxico, não conseguiríamos testar a sua eficácia em cultura de células. Também foi necessário verificar se o próprio tecido não era tóxico para as células”, explica Durigon.

As máscaras também foram testadas em pacientes diagnosticados com COVID-19 no Hospital das Clínicas, que usaram a máscara comum por duas horas e depois a máscara com o ativo por duas horas. Os indivíduos fizeram testes PCR antes e depois do uso das máscaras. “Isso é importante para saber se o produto realmente inativou o vírus ou se a máscara estava sem vírus porque os pacientes não estavam mais doentes e não eliminavam vírus”, afirma o pesquisador. O efeito antiviral de 99,9% foi observado em máscaras cirúrgicas descartáveis.

Outras aplicações – O ativo pode ser aproveitado para uma série de produtos além das máscaras. A tecnologia está sendo testada em filtros de ar HEPA, presentes em hospitais, e em produtos para higiene bucal, como enxaguante e creme dental. O enxaguante, que está em fase final de testes, apresentou resultados promissores na eliminação do coronavírus. A empresa também estuda aplicar o produto em enxovais hospitalares, revestimentos de assentos de aeronaves e material escolar, por exemplo.

Para usar o ativo em máscaras de tecido reutilizáveis, os pesquisadores analisam a possibilidade de utilizar um refil descartável dentro da máscara.

Segundo Lourival Flor, diretor da Golden Tecnologia, e Sergio Bertucci, diretor da Phitta Mask, já existem propostas para exportar a máscara para o Peru, Colômbia, Honduras e Guatemala, e foi iniciado o processo para registrar o produto na Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Cinco fatos curiosos das linhas de produção da Harley-Davidson®

Conheça algumas curiosidades sobre a operação de Factory Tour nos Estados Unidos, que acontece desde 1919



A Harley-Davidson vem recebendo o público em suas fábricas há um século. Além dos modelos que deixaram sua marca na história da fabricante norte-americana, o Factory Tour também faz parte da coleção de memórias de clientes e entusiastas da marca ao longo de tantos anos.

Confira a seguir cinco fatos curiosos sobre os passeios pelas fábricas da Harley-Davidson.
O primeiro passeio a uma fábrica da Harley-Davidson foi realizado em 1919, na fábrica de Juneau Avenue em Milwaukee (atualmente sede mundial da Harley-Davidson). Durante aquele primeiro ano, motociclistas vinham de todos os cantos dos Estados Unidos, assim como da Itália e da África do Sul, para ter um vislumbre das famosas máquinas da H-D® sendo montadas.

Hoje, a Harley-Davidson oferece passeios em suas fábricas de Pilgrim Road, em Menomonee Falls, no estado de Wisconsin, e de York, no estado da Pensilvânia. Os passeios na fábrica de Powertrain Operations de Pilgrim Road deixam que os fãs vejam mais de perto os motores Milwaukee-Eight® e Evolution® sendo construídos do zero. Nos passeios nas instalações de York (Vehicle Operations), os participantes veem como os modelos Softail® Touring, CVO™ e Trike são montados.

As fábricas de Pilgrim Road e de York oferecem dois tipos de passeios. O passeio clássico pela fábrica é gratuito e dura de 30 minutos a uma hora. Por uma taxa adicional, o passeio “Steel Toe” (“biqueira de aço”) dura cerca de 90 minutos e inclui um espiada nos bastidores de áreas que não costumam estar abertas ao público. E não se preocupe, são fornecidas biqueiras de aço durante o passeio.

A fábrica de York já montou 5 milhões de veículos desde que a Harley-Davidson começou suas operações na cidade, em 1973, e mais de 19.000 pessoas fizeram o passeio Powertrain Operations Steel Toe desde 2010.

O que Ronald Reagan, Bill Clinton, e George W. Bush têm em comum além de terem sido presidentes dos Estados Unidos? Cada um deles fez um passeio por uma fábrica da Harley-Davidson. Reagan esteve em York em 1987, Clinton passeou por York em 1999, e Bush fez uma visita a Pilgrim Road em 2001.




As motocicletas da Harley-Davidson do Brasil estão disponíveis para um exclusivo Test Ride em toda a rede de concessionárias autorizadas da marca no País, de acordo com a disponibilidade dos modelos na rede e seguindo as recomendações dos governos estaduais e municipais em relação aos cuidados com a saúde. Para registrar seu interesse, acesse o site https://testrides.harley-davidson.com/pt_BR e inscreva-se. Encontre a loja Harley-Davidson mais próxima em https://www.harley-davidson.com/br/pt/tools/find-a-dealer.html. Confira as ofertas do mês em https://www.harley-davidson.com/br/pt/tools/offers.html.

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Coisas do coração são destaques no DadoCast, o podcast de Carlos Eduardo Manfredini Hapner



“Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?”, o verso de Renato Russo, na composição “Eduardo e Mônica”, foi a vinheta de apresentação do convidado de mais um episódio do DadoCast, conduzido pelo advogado Carlos Eduardo Manfredini Hapner. O podcast contou com a presença do médico Francisco Diniz Affonso da Costa, cirurgião cardíaco.

Ao fazer menção sobre o Dia Mundial do Coração (29 de setembro), o apresentador disse que mais de 300 mil brasileiros sofrem infarto todos os anos e que as doenças cardiovasculares estão entre as que mais matam no mundo. Dados de 2015 dão conta de que a patologia ceifou a vida de mais de 8 milhões de pessoas.

Na conversa, o médico falou sobre sua trajetória profissional, comentou os efeitos na pandemia, abordou as novidades tecnológicas na área da medicina e cirurgia e deixou um recado a todos as pessoas que ainda estão escolhendo que profissão seguir.

“A cirurgia é viciante para quem gosta; quer operar todos os dias”, confessou. “Minhas idas a hospitais com meu pai influenciaram muita em minha decisão. Pensava em fazer engenharia porque sempre gostei de matemática, mas abracei a medicina há mais de 40 anos e não me arrependo, faria tudo novamente”, pontou. “O médico sofre fisicamente com o trabalho, nós estamos ligados as 24 horas do dia, temos uma vivência com o paciente, mas em contrapartida, a medicina nos recompensa com um retorno espiritual e fraternal inigualável”, frisa. Olhando para o futuro, afirmou que fica um pouco triste. “A idade vai chegando, a capacidade física vai reduzindo, os anos limitam a atividade, mas um dia vou ter que parar de operar e seguir para outro lado, ministrar aulas e desenvolver pesquisas”.

Para ele, o Brasil ainda não está conseguindo acompanhar mais de perto as inovações tecnológicas na área da medicina, os custos são muitos elevados. “Em comparação a outros países, estamos ficando um pouco para trás, mas estamos caminhando quem sabe para chegar a usar corações artificiais, a fazer cirurgias robóticas e minimamente invasivas e a oferecer terapias farmacológicas e procedimentos inovadores que substituam a cirurgia”, pondera. “Essa é a tendência mundial: evitar operar o coração”.

Revelou que a inteligência artificial na medicina, a tecnologia da imagem que proporcionam um diagnóstico rápido e preciso são grandes avanços, mas nada substitui o lado humano, de ouvinte, de conselheiro do médico, uma palavra de conforto. “Isso é insubstituível”.

Sobre a pandemia, ele destacou que a situação afetou a todos de uma forma inesperada. “Sofremos com o distanciamento dos amigos, a falta de trabalho, com redução financeira. Percebi um aumento no número de paradas cardíacas em casa, porque as pessoas têm medo de sair e ir a hospitais, que se esvaziaram. Mas estamos entrando no eixo agora”.

O cirurgião também fez comentários sobre a pesquisa acadêmica que desenvolveu, afirmando que é uma maneira de contribuir e inovar. Disse que em 20 anos que ficou nesta área desenvolveu com sua equipe um trabalho muito intenso que resultou em uma prótese biológica e criou um banco de doação de tecidos.

Para os jovens que buscam uma carreira, Francisco Costa aconselhou: “façam o que gostam, o que lhes dá prazer e vocês serão pessoas mais felizes; o ganho financeiro e o sucesso são consequências naturais de uma escolha feita com o coração”.

O podcast está disponível em celular, tablet e computador (dadocast.com) e na maioria dos tocadores, dentre eles Spotify e Apple Podcast.

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ARTIGO - O modelo Open Source se expandiu para além da tecnologia, ele também salva vidas


Cristiana Maranhão é presidente da SUSE
 para a América Latina

Nos próximos meses, cientistas de todo o mundo monitorarão informações sobre a doença de forma pública, com dados abertos, bem como seu impacto nos sistemas de saúde e na população

Uma das principais lições que esta pandemia deixará está bastante clara no título deste arquivo. O open source venceu e não apenas como modelo de desenvolvimento de aplicações, mas como modelo de compartilhamento de conhecimento e de colaboração. Ele já vinha se mostrando eficiente há anos, mas, neste período de pandemia, ele tem sido fundamental.

Falando em tecnologia, é inegável que hoje a internet é baseada em código aberto. Essa predominância se explica por uma diferença simples: no desenvolvimento do software proprietário, alguém é dono daquele código, daquele conhecimento específico. E isso limita tremendamente sua capacidade de inovação. É o dono do código quem vai determinar o que será desenvolvido e onde será aplicado o que, limita esta decisão a um pequeno grupo e a sua capacidade de investimento.

No modelo open, que predomina na internet hoje, esse projeto vai para a comunidade. Uma vez que ele consegue reunir uma série de colaboradores ao seu redor, o projeto está viabilizado. Isso vale para o desenvolvimento de software, mas o modelo tem sido utilizado em diversos setores, especialmente agora.

Olhando para este momento de pandemia, o escritor Yuval Harari, em seu artigo “Na batalha contra o coronavírus, faltam líderes à humanidade”, lembrou que não há uma liderança clara nos esforços contra o coronavírus. Ele destacou que as verdadeiras ferramentas contra a situação atual são a cooperação entre os agentes, a solidariedade global e informação científica confiável. Na prática, isso significa que em um mundo globalizado não é possível a atuação independente, ou proprietária.

Este é o novo padrão, já percebido pela comunidade científica global: informação aberta, organizada, disponibilização dos modelos de progressão da epidemia e de procura do sistema de saúde, para que possam ser estudados e, principalmente, melhorados. Nos próximos meses, cientistas de todo o mundo monitorarão informações sobre a doença de forma pública, com dados abertos, bem como seu impacto nos sistemas de saúde e na população.

Essa mesma postura terá que ser adotada pelas empresas, embora muitas delas ainda não tenham percebido. Para se reinventar neste momento, todas precisarão de soluções inovadoras e o um novo modo de fazer isso é seguindo o modelo open source. Por sorte, as barreiras para que isso aconteça não são tecnológicas, mas culturais e podem ser facilmente quebradas.

Não são raros os casos de empresas no Brasil e no mundo como o que vou citar aqui: uma delas tinha um projeto de ferramentas de colaboração que deveria estar 50% implantada em seis meses. Com a pandemia, esta mesma empresa implantou 95% deste mesmo projeto em apenas um mês, e sem nenhum treinamento.

É um exemplo, mas ele deixa claro que, quando se fala em open source, seja em desenvolvimento de aplicativos, seja em compartilhamento de conhecimento, o sucesso está nas pessoas e na colaboração. Engajamento com propósito, capacidade de liderança e comunicação. É o elemento humano combinado com a tecnologia que trará novos caminhos para todos, temos visto os resultados da inovação baseada em colaboração seja em tecnologia ou na comunidade cientifica. É questão de tempo para que aumentemos a adoção do modelo de inovação compartilhada através do engajamento de comunidades para acelerar o futuro.
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Eleições 2020: Documento reúne propostas de gestão educacional nos municípios



As eleições 2020 se aproximam e os novos gestores públicos têm pela frente um antigo desafio: garantir o avanço da Educação nos municípios. Pensando nisso, a organização da sociedade civil “Todos pela Educação” lançou o “Educação Já Municípios”, um documento que reúne propostas de gestão educacional nas cidades brasileiras. 

São quatro objetivos prioritários traçados para os novos gestores públicos que venceram o pleito deste ano: atendimento com qualidade na educação infantil, assegurar que todos os alunos sejam alfabetizados no início da trajetória escolar, evolução da aprendizagem e fluxo escolar, e redução das desigualdades. 

Para atingir esses objetivos, o “Educação Já Municípios” apresenta recomendações de políticas educacionais nos eixos dos alunos, dos professores, das escolas e secretarias municipais de Educação. Para cada um dos eixos, há o desmembramento de diretrizes. No dos alunos, por exemplo, há a diretriz de assegurar a oferta de vagas para atender todas as crianças e jovens de idade escolar, garantir a frequência de todos os alunos matriculados e que estejam em condições de aprender. 

“No eixo dos professores, temos políticas educacionais como um plano de carreira atrativo e sustentável, garantir a presença desses professores na sala de aula, por exemplo. Para o eixo das escolas, temos valorizar e profissionalizar a gestão escolar, garantir a infraestrutura apropriada e apoiar o processo de melhoria nas propostas pedagógicas das escolas. No eixo da secretaria, temos que ter um quadro técnico de profissionais com competências e perfis adequados, garantir que estrutura da secretaria reflita as prioridades da pasta”, explica Gustavo Wei, coordenador de relações federativas do Todos pela Educação. 


Efeitos da pandemia

A paralisação das atividades escolares acarretou algumas consequências. Para Gustavo Wei, a principal delas foi a desigualdade educacional entre os alunos, ou seja, estudantes mais vulneráveis tiveram menos condições nos últimos meses de aprender, seja pelo acesso à internet ou pelo suporte de equipamentos. 

Por outro lado, Wei aponta um efeito positivo que o setor educacional vai levar da pandemia. “Avançaram as discussões sobre a educação híbrida no Brasil. Se o país for capaz de dar aos alunos mais pobres condições de frequentar esse tipo de ensino, a gente pode observar ganhos, tanto educacionais quanto de acesso. Desde que garantidas as condições, o que hoje ainda é muito difícil, podemos ter ganhos nessa área”, opina. 




Reabertura

 Para o “Todos pela Educação”, além da dificuldade financeira que vai enfrentar por conta da pandemia, os gestores públicos devem seguir quatro caminhos para a reabertura das escolas de todo o país. O primeiro, fazer uma avaliação para saber o quanto os alunos aprenderam durante o período de fechamento das escolas e atuar diretamente nas defasagens de aprendizagem desses estudantes.

O segundo caminho é garantir a segurança sanitária de toda a comunidade escolar na volta às aulas. Em terceiro, promover ações de acolhida que lidem com a questão da saúde mental, tanto de alunos quanto de professores. Por fim, fazer com que as secretarias municipais de Educação sigam com políticas educacionais estruturantes, como a universalização da pré-escola, acesso à creche de qualidade e aumento do tempo de ensino.

“O nível de comprometimento dos atuais gestores com a educação varia muito de local para local e de acordo com a região do país. De modo geral, podemos dizer que está aquém do esperado. Um exemplo desse descompromisso é o fato de não haver um planejamento em massa das redes de ensino para o ‘volta às aulas’. Percebemos que os esforços estão muito mais voltados para as eleições e os prefeitos preferem o risco de reabrir as escolas nesse momento do que um compromisso com a comunidade escolar”, diz Gustavo Wei. 

Fonte: Brasil 61


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Quais os melhores métodos para depilação masculina


Descubra os motivos para os homens também investirem na depilação e quais os melhores métodos para eles

O procedimento masculino foi durante muitos anos tabu, mas tem ganhado mais visibilidade graças à prática desportiva e se associar ao bem-estar


Embora seja automático associar o termo depilação à estética feminina, tem se tornado cada vez mais comum o hábito do procedimento por parte dos homens. Pode, para alguns, até ser uma questão de vaidade, mas há outros -muito bons- motivos que os tem levado a se submeterem a depilação. É o caso, por exemplo, de atletas, como ciclistas, nadadores e jogadores de futebol ou outros esportes. Com alto risco de ferimentos durante a prática, seja por quedas ou esbarrões, uma área livre de pelos se torna mais simples de ser higienizada, além de minimizar o risco de infecção e favorecer a cicatrização.

“Cuidar do corpo não é uma característica apenas das mulheres e vem deixando de ser tabu para muitos homens. Não é só por uma questão estética e outros fatores podem entrar nessa conta, como quem procura melhorar o rendimento esportivo, a higiene pessoal e até para ter uma sensação maior de conforto, já que uma região livre de pelo sente menos atrito entre si”, explica Regina Jordão, CEO da rede Pello Menos, empresa especializada em depilação a cera. “A questão da transpiração e odor já é bem conhecida. O que ocorre é que o pelo aumenta a umidade local que, por sua vez, favorece a proliferação de bactérias. O resultado é o odor, o famoso cecê”, completa a executiva.

Se o problema é o medo da dor, há vários procedimentos que podem ser feitos, mas, antes de escolher por um deles, é bom levantar os prós e contras. Vale lembrar, ainda, que a pele masculina é um pouco mais grossa que a feminina e, portanto, um pouco mais resistente a dor. As lâminas, por exemplo, que não causam o incômodo na hora da retirada e parecem ser mais práticas, podem, por outro lado, favorecer o aparecimento de foliculite, além de, no dia seguinte, já apontar um novo crescimento. É aquele método que, dia sim dia não, precisará ser refeito, o que não o torna tão prático assim quanto parece.

Já os cremes depilatórios, que parecem -erroneamente- ser a mágica do mercado depilatório, precisam de atenção mais do que redobrada. Por prometerem eliminar o pelo em questão de minutos, trazem em sua fórmula produtos químicos bastante agressivos que tem por objetivo corroê-lo. A consequência é que podem causar de imediato alergias e irritação na pele, além de serem pouco eficazes, já que, no dia seguinte, em seu crescimento normal, o pelo desponta novamente. Para quem busca arrancá-los desde a raiz, uma opção são os aparelhos depilatórios. Estes, embora pareçam práticos, são muito doloridos, além de, normalmente, não serem tão bem higienizados após o uso.

Por sua vez, as ceras, sobretudo as quentes, que em contato com a pele dilata os poros para facilitar a retirada do pelo pela raiz, também contêm em suas fórmulas substâncias que tranquilizam esse processo. “A cera recebeu a alcunha de ser dolorida, mas de todos os procedimentos depilatórios, é a mais duradoura e eficaz. Além de retirar por completo o pelo, deixando um resultado que dura por semanas, é prática, rápida e, dependendo dos componentes de sua fórmula, indolor, como é o caso do produto que utilizamos nas unidades da rede Pello Menos. Em 30 minutos é possível depilar todo o corpo, conquistando o efeito de pele lisinha que tanto gostamos”, revela Jordão.

Essa, inclusive, é outra vantagem da cera: ela não tem contraindicação de regiões do corpo em que pode ou não ser aplicada, além de ser eficaz em qualquer tipo de pele, seja branca ou negra. Para os homens, assim como para as mulheres, não há restrição de região ou procedimentos, desde que a técnica aplicada seja adequada e realizada por um profissional gabaritado para não incorrer em ferimentos ou queimaduras. ⠀

SOBRE A REDE PELLO MENOS

Da história de ousadia da “mulher de mil e uma tarefas”, nasceu o Pello Menos, empresa especializada em depilação à cera que utiliza um produto desenvolvido exclusivamente para a rede, capaz de minimizar as dores do processo depilatório. Em um espaço aconchegante e com profissionais capacitadas, a rede tem como padrão oferecer um kit individual antes de cada sessão e possui, também, o site e redes sociais que permitem o acesso exclusivo das clientes aos serviços e promoções, além de ser a única empresa deste segmento a oferecer um plano de assinatura com descontos fixos mensalmente. Atualmente conta com mais de 50 unidades, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Informações: www.pellomenos.com.br

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domingo, 4 de outubro de 2020

Dia das Crianças: Shopping Interlagos promove live especial com a dupla Patati Patatá

Especialmente para os pequenos, a apresentação ocorrerá em 12 de outubro, às 16h30, nos canais do Shopping nas redes sociais


Tradicionalmente, o Shopping Interlagos promove uma ação especial em comemoração ao Dia das Crianças e, desta vez, não seria diferente. De maneira online, será oferecido um show especial da dupla de palhaços mais querida pelos pequenos: Patati Patatá. A live ocorrerá no dia 12 de outubro, a partir das 16h30, nas redes sociais do shopping no YouTube, Instagram e Facebook.

Em apresentação de cerca de 60 minutos, a dupla Patati Patatá promete encantar a todos com brincadeiras diversas e ao som de grandes sucessos, que marcaram a carreira da dupla. A transmissão será a partir de um cenário colorido e lúdico, ideal para muita animação, com toda a segurança necessária.

Programe-se com os filhos e prepare-se para esta festa! A diversão está garantida!

Serviço:
Live Patati Patatá
12/10, a partir das 16h30
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCE8gUotiRFkF-p8pCKmI4Aw
Facebook: https://www.facebook.com/shopinterlagos/
Instagram: https://www.instagram.com/shop_interlagos/?hl=pt-br

Shopping Interlagos
Endereço: Avenida Interlagos, 2.255 – Interlagos
Horário de funcionamento: todos os dias, entre 12h e 20h.

Sobre o Complexo Comercial Shopping Interlagos

Formado pelos Shoppings Interlagos e Interlar Interlagos, Hipermercado Carrefour, Atacadista Makro, Leroy Merlin (primeira loja do país), Hotel Íbis, Cobasi é um dos maiores centros de compras, serviços e lazer de São Paulo. Com estacionamento gratuito, conta com 400 lojas, dispostas em uma área de 280 mil m². No espaço reservado ao lazer, dispõe de 10 salas de cinema.


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Pronampe libera mais 14 bilhões de reais para pequenos empresários, mas déficit na categoria continua grande

Marcelo Godke
Especialista aponta o que poderia ser feito para melhorar as condições de acesso aos empréstimos para essa importante fatia do empresariado


A segunda fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) foi lançada na primeira semana de setembro e os pequenos empresários do país puderam voltar a acessar a linha de crédito, disponível em várias instituições bancárias do Brasil. Nessa nova fase, foram ampliadas de 11 para 19 o número de instituições habilitadas a operar os empréstimos. A expectativa do governo é de que sejam liberados cerca de R$ 14 bilhões para micro e pequenas empresas e Microempreendedores Individuais (MEIs).

Existe uma demanda muito grande por parte dessa parcela do empresariado nacional, que é responsável por cerca de 30% da riqueza anual gerada no país, segundo cálculos da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isso explica o motivo de os recursos da primeira fase do programa terem se esgotado rapidamente – cerca de R$ 19 bilhões em créditos foram destinados a 211 mil empresas – mesmo com as dificuldades relatadas pelos pequenos empresários para obterem os empréstimos.

O especialista em Direito Empresarial e Societário, e professor do Insper e da Faap, Marcelo Godke, aponta que a categoria, extremamente representativa na economia brasileira, já não era plenamente atendida antes da pandemia. “Já existiam problemas nos financiamentos para micro e pequenas empresas no país e isso só piorou. Para se ter uma ideia, esse déficit, em 2016, era da ordem de $327 bilhões”, explica.

O professor aponta que esse déficit existe em todas as economias, em percentuais menores ou maiores, mas que essas medidas emergenciais criadas pelo governo brasileiro para tentar reaquecer o mercado e fazer a economia pegar no tranco não vão resolver o problema.

Ele prevê que a situação vai começar a sentir uma melhoria palpável apenas quando a economia voltar a se reaquecer. Para isso, o especialista defende uma redução da burocracia para se constituir empresas e uma ampliação de bases de garantia, para que as linhas de crédito possam ser ampliadas. “O que pode ser feito e já vem sendo discutido, mas poderia ser urgentemente ampliado, é a criação de programas de garantia robustos, para que os bancos possam conceder empréstimos para essa categoria. A falta de financiamento decorre, em boa parte, da falta de garantia que as micro e pequenas empresas tem para conceder”, explica o professor.

Marcelo Godke – bacharel em Direito pela Universidade Católica de Santos, especialista em Direito dos Contratos pelo Ceu Law School. Professor do Insper e da Faap, mestre em Direito pela Columbia University School of Law e sócio do Godke Advogados. Doutorando pela Universiteit Tilburg (Holanda) e Doutorando em Direito pela USP (Brasil).

#empréstimos #economia

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Diversificar a rotina de exercícios é fundamental para emagrecer



A repetição do mesmo treino por muito tempo não é interessante



Para emagrecer com saúde é preciso associar exercícios físicos e dieta. Adotar uma alimentação balanceada, aliada a prática de exercícios orientados por profissional de educação física é essencial.

Pode-se ter bons resultados praticando atividades físicas com uma frequência de 2 a 3 vezes por semana, depois é preciso aumentar para 3 a 4 vezes por semana. Com relação ao tempo, a literatura mostra bons efeitos tanto com rotinas de treinamento conhecidas como time efficent, ou seja, sessões que duram em média 20 a 30 minutos, bem como com sessões de 40 a 60 minutos. “A quantidade é importante, porém a qualidade é fundamental. Quer trabalhar com rotinas mais curtas? Não há problemas, apenas ajuste o treino de maneira que você extraia o melhor daquele período”, orienta Marcos Rodolfo Ramos Paunksnis, CEO da Sprylife.

O executivo da Sprylife informa que a musculação tem papel fundamental no processo de emagrecimento, melhores resultados tanto estéticos como de saúde são alcançados quando há uma rotina que alia musculação e exercícios aeróbios. “A única forma de aumentar a massa muscular, que contribui positivamente no emagrecimento, é pela prática da musculação”, diz Paunksnis.

Repetir diariamente o mesmo treino sem supervisão de um profissional não promove os efeitos esperados e ainda pode causar lesões ao corpo. A elaboração de um programa de exercícios depende de uma série de conhecimentos prévios que o educador físico detém. Com o acompanhamento de um personal trainer é possível elaborar um plano de acordo com o objetivo do aluno. O CEO da Sprylife lembra que o treinador auxiliará o aluno a compreender a relação entre a prática de exercício físico e a adesão à rotina.

Sobre a Sprylife: Sprylife é uma plataforma desenvolvida exclusivamente para facilitar a busca pelo profissional mais indicado às necessidades e objetivos de pessoas que desejam iniciar atividades físicas ou que já treinam. A plataforma une profissionais habilitados ao exercício profissional como educador físico a alunos. O aluno tem a segurança de contratar um profissional com CREF ativo para ter treinos personalizados que potencializem as chances de ótimos resultados com o máximo de eficiência. Veja mais em: https://www.sprylife.com.br


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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Congresso afrouxa regras de trânsito e número de acidentes pode aumentar



A Mobilização Nacional dos Médicos e Psicólogos Especialistas em Trânsito lamenta a aprovação, pelo Senado, do PL 3267/2019, que flexibiliza regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e tem o poder de provocar o aumento no número de acidentes e mortes nas ruas e rodovias brasileiras.

Durante todo o trâmite do PL, especialistas em Medicina de Tráfego e Psicologia do Trânsito se uniram para alertar os legisladores sobre o risco de afrouxar normas que contribuíram para que o Brasil reduzisse ao longo das décadas o número de mortes. Médicos e psicólogos iniciaram uma campanha de esclarecimento baseada em estatísticas e dados científicos, e conquistaram o apoio de cinco senadores, que apresentaram emendas para manter o prazo de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a motoristas de veículos pesados, uma medida que ajuda a evitar acidentes graves.

Infelizmente, a maioria dos senadores ignorou as sugestões que preservariam vidas. Com a nova lei, condutores que exercem atividade remunerada em veículo e motoristas de veículos pesados que têm até 50 anos terão que renovar a CNH a cada 10 anos, mas a saúde desses profissionais sofre alterações graves em curtos intervalos de tempo e que comprometem a sua capacidade de dirigir sem se acidentar. Inevitavelmente isso terá consequências na gravidade e na letalidade dos acidentes.

Sob a falsa alegação de desburocratizar, os legisladores trataram o projeto como urgência, aceleraram os ritmos e impediram que o tema fosse discutido em comissões, como ocorreu na Câmara dos Deputados. Apesar do apelo de médicos e psicólogos, o jogo político superou a racionalidade da Ciência. O dia 3 de setembro de 2020 vai entrar para a história como o dia em que o Brasil sofreu um duro golpe em sua segurança viária.

A flexibilização das leis aprovada na Câmara e Senado aumenta a insegurança de todos: condutores, passageiros, pedestres, ciclistas e motoristas profissionais. Apesar disso, a Mobilização Nacional dos Médicos e Psicólogos Especialistas em Trânsito segue atenta e vigilante, tentando minimizar os danos que tais medidas provocarão.

O Brasil ocupa a vergonhosa 4ª colocação no ranking mundial de mortes no trânsito. A cada ano, 45 mil pessoas morrem em decorrência de acidentes e outras dezenas de milhares ficam inválidas, onerando os sistemas de Saúde Pública e de Previdência Social, sem contar o impacto psicológico nas famílias das vítimas.

Vivemos, há décadas, uma epidemia crônica de violência no trânsito, que custa aos cofres públicos R$ 50 bilhões por ano, recursos que poderiam ser investidos para melhorar a Saúde, Educação e Segurança Pública da nossa população. Não é o momento de afrouxar as regras que contribuíram tanto para redução da violência viária. Pelo contrário, é preciso criar mais mecanismos que garantam a segurança de todos os brasileiros. Mais uma vez, a Ciência perdeu para o populismo. Faltou sensibilidade em relação aos incapacitados, mortos e suas famílias: não há economia financeira que justifique o aumento da insegurança no trânsito do Brasil.



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sábado, 5 de setembro de 2020

Tecnologia paranaense auxilia bares e restaurantes na retomada dos negócios




O ERP EVEREST, da ACOM Sistemas, ajuda, por exemplo, na montagem de cardápios de qualidade e viáveis financeiramente, conforme atestam clientes, como o Hard Rock Cafe, de Curitiba


Tecnologia está ajudando o Hard Rock Cafe, em Curitiba, a saber a margem de lucro de cada produto, como compor um melhor cardápio e acompanhar de perto o nível de desperdício, para uma retomada eficaz dos negócios.

Gradativamente, depois da paralisação em razão da pandemia do novo coronavírus, atividades econômicas vão sendo retomadas em todo o Brasil. Entre os setores que mais sentiram a interrupção, e que têm se preparado para a reabertura, está o de bares, restaurantes e similares. Além da qualidade dos produtos e do cumprimento rigoroso de protocolos, a aposta para o êxito está também em ferramentas tecnológicas de gestão.

São soluções que, para serem eficientes aos empreendimentos do ramo, precisam contemplar as especificidades dos negócios. Singularidades que têm a ver com aspectos de administração da empresa e com as características próprias do segmento de atuação. Soluções que proporcionam a convergência entre esses dois elos funcionam para a retomada dos negócios e para o planejamento de médio e longo prazos.

O Hard Rock Cafe, em Curitiba, casa de lazer, cultura e gastronomia, por exemplo, tornou-se usuário do ERP EVEREST, solução tecnológica desenvolvida pela ACOM Sistemas, empresa que tem sede na capital paranaense e unidades em Cascavel (também Paraná) e na cidade de São Paulo. Acrônimo para “Planejamento de Recursos Empresariais”, o sistema ERP da ACOM tem versão direcionada essencialmente a empresas do chamado Food Service, isto é, bares, restaurantes e estabelecimentos similares.

O gerente do Hard Rock Cafe curitibano, Marco Condado, explica que o ERP EVEREST tem sido fundamental na reabertura do espaço. Depois de enfrentar um pico no número de casos e mortes por Covid-19 entre o fim de junho e meados de agosto, desde o dia 17 de agosto Curitiba passou da bandeira vermelha para a bandeira amarela, no estágio da pandemia. Com isso, iniciou-se a flexibilização das atividades.

O Hard Rock Cafe Curitiba, então, voltou a operar. “Estamos focados na retomada. Estamos com dois sistemas de TI, e o que a gente usa na retaguarda, na parte administrativa, é o EVEREST, da ACOM. O sistema é fundamental para nós, porque um momento de crise como este exige muito planejamento e, também, muito controle”, ressalta Marco Condado.

O gerente fala das vantagens da plataforma: “A gente consegue saber a margem [de lucro] de cada produto, como podemos compor um cardápio melhor e acompanhar de perto o nível de desperdício. Para controle e planejamento, o sistema tem sido fundamental”, assegura o executivo.

SOBRE A ACOM E O EVEREST

A ACOM Sistemas tem mais de 15 anos de atuação no mercado e o ERP EVEREST tem se destacado em seu portfólio; há versões para diversos segmentos da atividade econômica, conforme assinala o gestor da empresa, Eduardo Ferreira. Particularmente nesta fase de retomada em virtude da pandemia, a versão para o setor de Food Service tem se configurado como uma solução tecnológica de resultados bem-sucedidos.

“Neste período de pandemia, restaurantes, bares e lanchonetes tiveram, em muitos casos, que interromper o atendimento presencial ou mesmo paralisá-lo totalmente por um bom tempo. Para enfrentar a nova realidade e, agora, para melhor se sobressair na reabertura, foi preciso encontrar novas maneiras de servir ao público, mantendo a situação financeira em dia. É para essa equação que o ERP desempenha função fundamental”, destaca o executivo da ACOM Sistemas.



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MIKI aposta em cozinha internacional para conquistar clientes


Em Higienópolis, novo restaurante faz releitura de clássicos da gastronomia para democratizar a comida kosher



Já imaginou experimentar receitas de várias partes do mundo em um único lugar? Assim é o MIKI, um restaurante kosher com o cardápio recheado de pratos italianos, espanhóis, franceses, árabes e até havaianos, preparados de forma artesanal e conforme a tradição judaica.

Da cozinha comandada pelo chef uruguaio Carlos Román saem as preparações supervisionadas por um mashguiach que faz um controle minucioso, desde as matérias-primas até a finalização das refeições que são servidas nos salões da casa ou entregues pelo delivery.

Kosher de leite, o MIKI não tem carne nem aves em seu cardápio e todas as receitas levam ingredientes frescos e 100% naturais, o que torna a casa uma opção para vegetarianos, veganos e pessoas que buscam uma alimentação leve e saudável.

Para começar a viagem gastronômica há entradas como o Babaganuche, tradicional pasta árabe feita com berinjelas assadas e defumadas (R$ 28,00), e o peruano Ceviche de Linguado que leva o peixe fresco, cebola roxa, pimenta dedo de moça, suco de limão e azeite (R$ 43,00). Outra sugestão é a italianíssima Polenta Cremosa que, além do tempero da casa e queijo parmesão, é servida com mix de cogumelos shimeji, paris e porto belo (R$ 35,00).

Já, para os quem gosta de massa há sugestões como o Fagottini de Queijo e Espinafre, feito com massa finíssima e coberto com molho Pomodoro (R$ 45,00), e o cremoso Sorrentino de Salmão recheado com peixe e queijo e finalizado com molho Caruso (R$ 45,00).

Outro ponto forte do lugar são os peixes frescos preparados pelo chef como o Atum Mediterrâneo, onde a posta grelhada é servida com croquete de arbóreo, vinagrete de cebolinha e especiarias, pesto e creme de tomate (R$ 69,00). A Paella de Robalo é outra opção para dividir com 2 ou 3 pessoas. Nessa versão ela é preparada conforme a tradição espanhola com tenros pedaços de peixe, pimentões verdes, vermelhos e amarelos e açafrão importado para proporcionar o autêntico sabor mediterrâneo (R$ 135,00).

No jantar, uma atração à parte são as pizzas napolitanas de longa fermentação feitas com farinha italiana.Há versões com borda alta e crocante como a de Anchovas com Mozzarella (R$ 39,00) e a tradicional Marguerita que leva mozzarella kosher, tomate em rodelas e manjericão fresco (R$ 35,00).

Para sobremesa fique em dúvida entre o francês Creme Brulée, com toque de baunilha e casquinha de açúcar maçaricado (R$ 19,00), e o argentino Crepe de Doce de Leite, recheado com doce de leite, finalizado com crosta de caramelo e acompanhado de sorvete de creme (R$ 22,00).

Além dessas, outras atrações do cardápio estão disponíveis no mikimenu.com e as opções para delivery no site mikikosher.com. Reservas e pedidos podem ser feitos pelo whatsapp: 11 98791-0065 ou pelos telefones: 11 2339-4685 e 2339-4895.



SOBRE O MIKI

Na cozinha do MIKI todos os ingredientes são selecionados e preparados para se ter uma alimentação saudável, com garantia de procedência e qualidade.

Com ambiente clean e decoração moderna, assinados pela arquiteta Ana Carolina Giusti, o MIKI está dividido em vários espaços para receber até 120 pessoas. São dois salões e um terraço com teto retrátil para quem quer comer ao ar livre, além de um salão para eventos com capacidade para até 80 pessoas no piso superior.

Além de ambientes diferenciados a casa disponibiliza toda estrutura para realização de Treinamentos, Cursos, Eventos Corporativos, Aniversários, Comemorações, Mini Weddings, Sheva Berachot, entre outras celebrações.


FUNCIONAMENTO:

Atendimento presencial, conforme legislação vigente.

HORÁRIOS DO DELIVERY:


Segunda à quinta: almoço, das 12h00 às 17h, e jantar, das 19h às 22h.
Sexta-feira: somente almoço, das 12h00 às 15h00.
Sábado: somente jantar.
Domingo: almoço a partir das 12h

ENDEREÇO:

Rua Veiga Filho, 181, Higienópolis - São Paulo
mikikosher.com (delivery) mikimenu.com (restaurante)
Instagram: mikikosher
Telefones: 11 2339-4685 e 2339-4895
Whatsapp: 11 98791-0065


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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Evento chega ao final com uma videoconferência sobre Fake News, nesta quinta-feira, 3 de setembro



1º Conbrade


Evento chega ao final com uma videoconferência sobre Fake News, nesta quinta-feira, 3 de setembro

Termina nesta quinta-feira, 3 de setembro, a primeira edição do Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral (Conbrade), com uma videoconferência sobre ‘Fake News’. O tema, considerado um dos mais desafiadores e polêmicos do cenário político mundial, vai reunir o ex-ministro da Justiça, Torquato Jardim, o advogado e professor do Mackenzie, Diogo Rais, a vice-presidente da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da OAB-RJ, Samara Castro e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a partir das 19 horas, no site www.conbrade.com.br. Para conferir o debate, basta cadastrar-se como participante.

O Conbrade teve início no dia 7 de julho, com uma palestra do ministro do STF e do TSE, Luís Roberto Barroso. Na programação, composta por 18 videoconferências, foram abordados temas de grande relevância para operadores do Direito, advogados que militam na área eleitoral, estudiosos, gestores e assessores de campanha. Também foram contemplados assuntos de interesses dos candidatos a cargos eletivos que vão disputar vagas nas prefeituras e Câmaras Municipais neste ano de pandemia, quando as regras do processo político foram alteradas pela Emenda Constitucional nº 107/2020 para garantir a lisura das eleições e a segurança da população.

As videoconferências estarão disponíveis por tempo determinado, no site do evento.

Conbrade

O 1º Conbrade é uma iniciativa da Associação Mineira de Defesa dos Direitos do Advogado - Artigo Sétimo, com apoio institucional da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep).



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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

InovAtiva Brasil amplia atuação no ecossistema e passa a ser um hub para as startups do país

InovAtiva Brasil se reposiciona, amplia sua atuação no ecossistema e passa a ser um hub para as startups do país

Iniciativa passa a ter três principais eixos de atuação e lança novos produtos


Determinado a desenvolver o empreendedorismo inovador, o InovAtiva Brasil amplia seu escopo de atuação e avança para se tornar um dos principais hubs para o ecossistema de startups do país.

Depois de acelerar mais de mil startups e impactar 30 mil empreendedores por meio de um programa nacional de aceleração de startups inteiramente gratuito, o InovAtiva assumiu, desde a última segunda-feira (10), mais duas frentes de atuação com produtos e ferramentas para fomentar ecossistemas locais de inovação e disseminar informações sobre o universo de empreendedorismo no Brasil. Além da Aceleração, também iremos atuar com o Ecossistema e o InovAtiva Academy, formando assim os três pilares do InovAtiva Brasil.

Com isso, o InovAtiva Brasil se propõe a assumir a missão de se tornar um hub para o ecossistema de startups brasileiro e de se consolidar como uma das principais políticas públicas de incentivo à inovação do país.

Por meio de um portfólio estruturado de ações, plataformas e iniciativas, o InovAtiva irá catalisar negócios, parcerias, oportunidades de inovação e, desta forma, incentivar a geração de emprego e renda no Brasil. Facilitar a conexão de diferentes atores do ecossistema de inovação, contribuir para a estruturação de startups de diferentes estágios de maturidade e incentivar empreendimentos inovadores em todo o país. Isso faz parte da missão do InovAtiva Brasil.

Alinhado à nova essência, o site foi remodelado e incorpora mais funcionalidades, além de apresentar melhor navegabilidade para os usuários. O padrão visual também foi adaptado para transmitir a empreendedores, parceiros, investidores e demais públicos de interesse os novos produtos do hub InovAtiva Brasil.

Com uma marca forte e metodologia reconhecida no Brasil e internacionalmente, o eixo de “Aceleração” seguirá acelerando startups brasileiras no estágio de operação e tração. Mais de 1000 mentores voluntários, representantes de grandes empresas como Google, Microsoft, Samsung, Siemens e Embraer, participam da rede de conexão do InovAtiva.

O eixo “Ecossistema” reunirá ações para fomentar o empreendedorismo e um ambiente favorável ao desenvolvimento de negócios inovadores em todo Brasil. Para isso, conta também com rede de mentores, líderes de comunidade de startups em todos os estados brasileiros e especialistas do mercado. Em 2021, por meio de parcerias “Powered by InovAtiva”, o InovAtiva apoiará institucionalmente iniciativas regionais de aceleração de startups por todo país, por meio da sua metodologia, além de eventos nos municípios brasileiros que disseminem valores de inovação e de empreendedorismo pelo país.

Para o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), Carlos Da Costa, o reposicionamento do InovAtiva Brasil vem com o intuito de agregar ainda mais valor ao ecossistema brasileiro de startups. “O InovAtiva já é conhecido nacionalmente por ser uma política pública que vem capacitando e conectando milhares de startups de todo o Brasil. Agora o InovAtiva será um hub, que promoverá ações junto aos ecossistemas locais, além de oferecer diversos conteúdos para empreendedoras e empreendedores interessados em avançar no desenvolvimento e crescimento de suas startups”, ressaltou Da Costa.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, explica sobre a importância desta iniciativa, “os novos eixos foram criados para identificarmos como parte integral do InovAtiva Brasil ações que já eram feitas de forma isolada, mas que mesmo assim traziam muito retorno para as startups e demais atores envolvidos. Em breve, teremos mais cursos disponibilizados para os empreendedores, além da realização de mais edições do InovAtiva Conecta e atividades referentes ao Powered by InovAtiva”, reforça.

Para atingir um número cada vez maior de empreendedores, o eixo “Academy” oferecerá cursos, webinars e conteúdos abertos sobre o universo de empreendedorismo no Brasil, com temas como Estratégias e Modelo de Negócios, Marketing e Vendas, Gestão de Pessoas, Impacto Socioambiental, Jurídico, Propriedade Intelectual, entre outros. As informações não serão restritas a startups participantes dos ciclos de aceleração, e os empreendedores poderão acessar facilmente no Youtube do InovAtiva Brasil. Os canais “Don’t Panic” e “Talk to Me” foram criados para aproximar startupeiros de mentores e especialistas.

Conheça os pilares do InovAtiva Brasil

Aceleração - Conjunto de iniciativas de aceleração gratuitos de startups focados em mentoria, conexão e visibilidade.
Aceleração InovAtiva Brasil – voltado a startups de qualquer segmento;
Aceleração InovAtiva de Impacto - para startups de impacto social e ambiental;
InovAtiva Experience – evento realizado ao final dos ciclos de aceleração.

Ecossistema - Extensa malha de conexões estratégicas que leva as melhores oportunidades de crescimento, desenvolvimento e networking às startups que buscam investimento e/ou a inserção no mercado por meio de rodadas de negócio.
Comunidade InovAtiva - rede composta por 29 líderes de comunidade, 18 líderes veteranos, 35 agentes e mais de 155 disseminadores presentes em todos os estados brasileiros;
InovAtiva Conecta – eventos realizados pelo InovAtiva para conectar startups a empresas, investidores e instituições públicas para promover vendas, negócios, aquisições e investimento;
Powered by InovAtiva (a partir de 2021) – apoio do InovAtiva a atividades e programações ligadas ao empreendedorismo e startups;
InovAtiva Day (a partir de 2021) - parcerias promovidas em diversos estados para oferecer palestras com temáticas de interesse de startups, mentorias, treinamento de pitch e outros conteúdos ligados ao ecossistema de inovação.

Academy - Núcleo de educação empreendedora que oferece conteúdos variados e abertos de capacitação do empreendedor e fomento ao seu negócio. Entre as atividades oferecidas estão:
Cursos – vídeos e materiais complementares estruturados em temas específicos;
Conteúdos - webinars, e-books e demais informações veiculadas no blog e canal do Youtube;
Capacitação - mentorias onlines e presenciais nos diversos eventos realizados ou apoiados pelo InovAtiva Brasil.

Sobre o InovAtiva Brasil

Criado em 2013 como programa de aceleração de startups, o InovAtiva Brasil é realizado pela Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia e pelo Sebrae, e atualmente executado pela Fundação Certi.

Em 2017, foi escolhido pela OCDE como um benchmark internacional de inovação no setor público. No ano anterior, o InovAtiva foi eleito a Melhor Aceleradora do país em premiação da Associação Brasileira de Startups (Abstartups).


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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Uma pandemia dentro da outra





A Covid-19 está agravando outra doença de proporção mundial: a obesidade. O problema atinge 600 milhões de adultos no planeta e no Brasil mais da metade da população está acima do peso normal. Com a necessidade de isolamento, as pessoas estão se movimentando menos e comendo mais por ansiedade, médicos já prevêem um aumento da incidência da doença

Ainda sem vacina e com o mundo aprendendo a lidar com este “novo normal”, a Covid-19 está agravando uma outra pandemia: a da obesidade. A doença crônica atinge mundialmente mais de 600 milhões de adultos e 100 milhões de crianças, causando a morte de 4 milhões de pessoas todos os anos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o problema já acomete um em cada cinco habitantes, sendo que mais da metade da população está acima do peso normal. Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) aponta que o número de obesos no País aumentou 67,8%, entre 2006 e 2018.

De acordo com o cirurgião gastro-robótico Adilon Cardoso (CRM GO 9616), o problema da obesidade ganha contornos ainda mais graves nos dias de hoje já que, além dos obesos representarem um dos principais grupos de risco da Covid-19, especialistas médicos já percebem e prevêem um surto de sobrepeso e obesidade pós-pandemia. “O que nós médicos percebemos no consultório é que o ganho de peso está acontecendo com as pessoas em casa, lidando com uma nova rotina em que se movimentam menos, se exercitam menos. A ansiedade também faz o indivíduo comer mais, e com mais tempo em casa a pessoa tem um acesso mais fácil ao alimento. Tudo isso irá trazer para pessoas um alto preço, que vai além da questão estética”, afirma o médico. O especialista afirma ainda que mesmo sem comer muito ou mantendo uma dieta saudável há o risco de ganho de peso. “Muitas vezes engorda-se mesmo sem comer mais somente por diminuir as atividade física”, lembra.

Conforme o médico Adilon Cardoso, apesar de não haver ainda estudos sistematizados que estimem o quanto a obesidade afetará as pessoas num cenário pós-pandemia da Covid-19, o impacto já é evidente. “Na mesma proporção em que se percebe que as doenças psicológicas, como a depressão, têm afetado fortemente as populações no mundo inteiro, a obesidade também está tendo e terá um enorme impacto na saúde das pessoas, e junto com ela vêm todas as suas comorbidades como hipertensão, diabetes e apneia do sono”, frisa o especialista.

Qualidade do sono

O médico ressalta que toda vez que uma pessoa ganha uma certa quantidade de peso, além do que é ideal para seu organismo, isso resulta numa complicação. “A obesidade é uma doença crônica e progressiva. Num primeiro momento há o aumento da pressão arterial e a piora dos índices diabéticos. Depois vem os desgastes das articulações, afetando coluna, joelhos, quadris. E então temos problemas mais graves como risco de infarto, de AVC [Acidente Vascular Cerebral] e uma infinidade de doenças”, pontua.

Segundo o cirurgião gastro, um dos efeitos mais avassaladores da obesidade para o organismo humano é o comprometimento da qualidade do sono. “O paciente obeso tem sério risco de fazer apneia e com isso o corpo não tem uma ventilação adequada enquanto dorme e isso por sua vez leva a um cansaço crônico, um aumento progressivo da irritabilidade e outros problemas”, afirma.

Dicas

Mas mesmo com a necessidade de isolamento, Adilon Cardoso diz que é possível sim controlar o peso e combater a obesidade, desde que se haja disciplina para se ter hábitos alimentares saudáveis e criatividade para se manter um mínimo de atividade física dentro de casa. “Uma primeira dica importante é fugir dos alimentos muito calóricos, como doces e frituras. Uma sugestão para evitar este alimentos é simplesmente não comprá-los, então repensa sua lista de supermercado e veja o que você consumido que é altamente calórico e pode ser eliminado. Outra dica importante é comer pequenas porções e numa maior frequência ao longo do dia, a cada duas ou três horas, mesmo nas principais refeições do dia, como café da manhã e almoço, tente reduzir a quantidade de comida, já que estamos nos movimentando menos, não há um gasto tão grande de energia, então precisamos de menos alimento”, explica.

Quanto a prática de exercício, o médico Adilon Cardoso sugere alguns exercícios simples que podem ser feitos até sentado em frente à TV. “Sugiro muito para os meus pacientes o uso de elásticos para treino, que é um produto barato, se comparado com equipamentos típicos de exercício como esteira e bicicleta ergométrica, e proporciona um gasto calórico muito bom. Há exercícios que você pode fazer até sentado assistindo a um programa de TV e com 40 minutos de atividade com um elástico você pode gastar de 500 até 700 calorias. O que precisa ter é criatividade e disciplina para estar fazer esses exercícios mesmo em casa”, orienta o médico.

Atenção multidisciplinar

Adilon Cardoso explica que felizmente a obesidade tem sido alvo de amplos estudos no mundo todo e isso tem trazido novos e eficientes tratamentos para o combate dos diversos tipos de obesidade. Porém ele lembra que um tratamento isolado, seja clínico, cirúrgico ou medicamentoso, não irá solucionar o problema. Ele explica que a obesidade é uma doença que requer uma atenção multidisciplinar, envolvendo o trabalho coordenado de várias especialidades.

O especialista afirma que antigamente o entendimento das Sociedades e Associações médicas de Endocrinologia era de não aceitar a cirurgia bariátrica como tratamento contra a obesidade e as sociedades de cirurgia bariátrica tinham o entendimento de que o procedimento cirúrgico poderia curar definitivamente o problema. Mas segundo o cirurgião este entendimento dos médicos mudou recentemente e o procedimento cirúrgico é hoje mais uma opção de tratamento contra a obesidade. “A partir do começo de 2019, a Sociedade Americana de Endocrinologia passou a aceitar a cirurgia bariátrica como mais uma das opção de tratamento. A partir de então passou-se para um consenso de que todos deveriam atuar junto. Os tratamentos cirúrgicos e clínicos são complementares um ao outro, pois o paciente que é operado não estará curado definitivamente e por isso precisará do acompanhamento do endocrinologista e muitos casos apenas o tratamento clínico não é suficiente”.

O médico lembra ainda que hoje existem procedimentos cirúrgicos, em especial a cirurgia robótica, que são bem mais precisos e menos invasivos, que trazem resultado excelentes, mas ele alerta que mesmo com uma cirurgia bem feita, o paciente não pode deixar de reavaliar e mudar seus hábitos alimentares, mantendo uma rotina de atividade física. “Em relação à obesidade não existem milagres, há sim várias opções que precisam ser levadas em conta de acordo com o quadro do paciente, mas o sucesso de qualquer tratamento dependerá efetivamente da disciplina e da atenção da pessoa em relação a seu estilo de vida”, frisa.