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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O lago da esperança: Abadiânia aposta no turismo no entorno do Corumbá IV para a recuperação da economia local




Lago Corumbá IV está se tornando, cada vez mais, um destino relevante de lazer e ecoturismo no Centro-Oeste brasileiro. Com a crise em sua rota religiosa, moradores esperam que o turismo gere um novo ciclo de desenvolvimento para a cidade

Um em cada dez empregos no mundo são gerados pelo turismo, diz o Ministério do Turismo. Um dos passeios mais escolhidos pelo turista de ecoturismo é o Brasil, com sua diversidade natural, consagrando-se um destino internacional importante, embora exista espaço para crescer ainda mais, segundo os especialistas. O Estudo da Demanda Turística Internacional revela que, dos turistas que visitaram o Brasil no ano de 2018 com motivação de lazer, aproximadamente 17% correspondem ao Ecoturismo e Turismo de Aventura.

Essa é a nova âncora de Abadiânia, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, a 105 quilômetros de Goiânia e a 140 de Brasília. Nos últimos 40 anos, até o final de 2018, sua economia foi baseada no turismo religioso. O município, que era rota mundial de peregrinos em busca de tratamento espiritual promovidos pelo médium João de Deus, viu sua economia arrefecer após a prisão do líder mundialmente conhecido.

No passado, cerca de 90 a 95% dos turistas tinham motivações religiosas. A cidade chegava a receber um fluxo de até quatro mil fiéis semanalmente, em visita à Casa Dom Inácio de Loyola. Hoje, os registros não contabilizam 150 pessoas. Conforme constatação do prefeito José Diniz, a queda no número de visitantes representou para a cidade o fechamento de dois mil postos de trabalho, relegando cerca de 10% da população ao desemprego.

Por outro lado, a estruturação, em 2006, da Usina Hidrelétrica Corumbá IV, trouxe uma nova perspectiva para o município. Com a formação do lago para o reservatório, com 173km², a cidade acabou ganhando um novo atrativo, que agora passa a ser sua menina dos olhos. Do total, 27,39 km² da área alagada está em Abadiânia. O lago Corumbá IV permite, além dos passeios de barco e lancha, a realização de uma série de esportes náuticos e aquáticos como canoagem, caiaque, standup paddle, wakebord, jet ski, mergulho, pescaria entre outros.

“Atualmente, nosso objetivo é depositar as energias para explorar as potencialidades do Lago Corumbá IV e consolidar o ecoturismo na cidade porque acreditamos que ele trará novas oportunidades de trabalho e renda para a população”, diz o prefeito. O município já pavimentou quase a totalidade da Rodovia GO-474 que liga a cidade ao lago. Dos 23 quilômetros, 19 já estão prontos. O restante está em obras pelo governo estadual.

Outra estratégia da prefeitura são as parcerias com setor privado para o desenvolvimento da região. Um dos projetos que está sendo preparado é o Escarpas Eco Parque, o primeiro com o conceito de ecoturismo no Lago Corumbá IV. A área, onde está sendo desenvolvido o complexo pela Tropical Urbanismo e a Ferroeste, tem quase mais 1 milhão de metros quadrados. Ela está inserida em uma propriedade maior do grupo com 11 milhões de metros quadrados, sendo aproximadamente 10 mil mil metros lineares banhados pelo lago e por suas cascatas, corredeiras, piscinas naturais e a vasta riqueza do Cerrado Brasileiro.

Neste verdadeiro oásis natural, os empreendedores preparam espaços para experiências de ecoaventura, clube, marina com operador especializado e um condomínio ecológico fechado. O projeto promete transformar a cidade no novo destino de aventura e lazer do eixo Goiânia-Brasília, uma região que congrega uma população de mais de seis milhões de habitantes, ávidos por lazer, descanso e diversão nas horas vagas.

“A Tropical Urbanismo tem como tradição a sua preocupação em desenvolver projetos que contemplem a questão ambiental. Nesta nova proposta, pretendemos valorizar ainda mais uma área marcante pelas suas belezas naturais, oferecendo a infraestrutura necessária para transformá-la no novo roteiro de turismo de lazer e de casas de veraneio para todo Centro-Oeste brasileiro”, vislumbra Leandro Daher, diretor na empresa.

Os apreciadores da navegação e pescaria ganharão o respaldo da instalação da marina, com serviço completo de ancoragem, resgate de embarcações, limpeza e manutenção das lanchas. Para os eco-exploradores, o empreendimento oferece mais de 10 quilômetros de trilhas que conduzem à tirolesa, à estação de arvorismo e a um mirante com uma paisagem exuberante.

Um completo clube, onde estão sendo investidos em torno de R$15 milhões, contará com restaurante assinado por chef, parque aquático infantil Ecoboom, balanço infinito, quadras de esporte, lounge gourmet e bar temático. Além da instalação de um mall de conveniências para facilitar as aquisições de última hora.

O empreendimento também está sendo preparado para receber investimentos de uma referenciada rede hoteleira, permitindo ampliar o acesso de turistas às belezas e toda a diversidade presente no Cerrado goiano.

À frente do paisagismo do Escarpas Eco Parque está o consultor em biodiversidade nativa e arqueologia botânica para restauro da paisagem natural, o botânico Rodrigo Cardim, conhecido nacionalmente como Dr. Árvore. Está em suas mãos a destinação de mais de 20 mil mudas que integrarão o Cerrado Nativo presente na região: elas formarão um bosque frutífero para compor o fundo dos lotes do condomínio horizontal.

Conforme explica o gestor comercial do Escarpas Eco Parque, Lucas Rodrigues, diretor também a ImobShare, empresa especializada em segunda moradia, o projeto atende uma megatendência identificada no turismo atual, que é a busca pela experiência e a preocupação com a sustentabilidade - segundo constatou pesquisa do Booking. “Nossa intenção é criar uma experiência que liga a ecoaventura, o esporte aquático, a preservação ambiental e o turismo de aventura e lazer”, pontua.

A implantação da primeira fase do Eco Parque deverá receber cerca de 500 terrenos para casas de veraneio e um público estimado em 2000 pessoas, além de clube e espaço para atividades de ecoaventura. Os lotes escarpados permitem vistas singulares, ora do lago, ora da mata nativa que circunda o empreendimento.

“Haverá vagas de emprego para a etapa de obras do complexo, e da construção das casas por seus proprietários. Posteriormente, a demanda virá para a manutenção das residências e na operação do empreendimento”, afirma Rodrigues. Empregos diretos e indiretos podem chegar a 5000 no total somente na fase de obras.

Empresários locais migram de atividade

Abadiânia ocupa a 87ª posição no ranking do Produto Interno Bruno (PIB) em Goiás de 2017, e vinha crescendo ao longo dos anos. Em 2018, anterior à denúncia envolvendo o líder espiritual, os negócios locais geraram R$ 2,5 milhões, hoje não passam de R$1,6 milhão. Um dos setores que mais sofreram com a crise foi artesanato. Empresas que atuam na área reduziram o faturamento em 83%.

Com a crise, os moradores já estão mirando nas oportunidades abertas pela movimentação turística no entorno do lago, o que inclui as iniciativas do mercado imobiliário. “Temos visto empresários locais mudarem de área para investirem no comércio de materiais de construção e aluguel de maquinários. Bem como, o interesse de pessoas em se qualificarem para empregarem a mão de obra nos projetos que estão aterrisando na cidade. A transformação da orla do lago em um reduto de lazer e turismo nos permite vislumbrar uma mudança de página na história do município, onde seremos lembrados pelas nossas belezas naturais e pelo acolhimento de nosso povo”, analisa o prefeito José Diniz.

Uma amostra dos efeitos positivos do turismo já é percebida pelos moradores do distrito de Vila Piauí, que fica a 7 quilômetros do lago de Corumbá IV. A região passou a abrigar algumas empresas como padaria e material de construção, que antes não existiam, com objetivo de atender a demanda advinda do aumento do número pessoas que buscam lazer na região.

Abadiânia também integra o Mapa do Turismo Brasileiro, foi contemplada pelo Programa Mais Turismo, lançado em março pelo Governo de Goiás. A expectativa é que outros investimentos públicos cheguem para desenvolver ainda mais o turismo local.






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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Máscara cirúrgica antiviral testada na USP permite uso por 12 horas



Produto é recoberto por uma substância que torna reativo o oxigênio, eliminando o coronavírus. A inovação é fruto de uma parceria entre as empresas Golden Tecnologia e Phitta Mask, o Instituto de Química e o Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

O material desenvolvido pela empresa Golden Tecnologia, em parceria com o Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) e o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP), se mostrou capaz de inativar o coronavírus de forma prolongada em máscaras cirúrgicas. Resultado de um investimento de 2 milhões de reais, o produto foi testado no Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do ICB-USP, coordenado pelo pesquisador Edison Durigon, onde foi aprovado com 99,9% de eficácia na eliminação do vírus. Batizada de Phitta Mask, a nova máscara foi aprovada pela Anvisa e já está disponível no mercado. Pode ser comprada em farmácias ou na loja online da Phitta ao custo de R$ 1,70 cada unidade.

Um dos diferenciais da nova máscara é que pode ser usada por mais tempo do que as máscaras cirúrgicas comuns. O efeito antiviral e a eficiência de filtração bacteriana (BFE) permanecem por 12 horas, enquanto a máscara cirúrgica comum precisa ser trocada a cada duas horas e descartada. É possível, por exemplo, usar a máscara antiviral durante três horas em um dia e continuar usando nos dias seguintes até completar 12 horas de uso.

Outra vantagem é a ausência de toxicidade, uma vez que uma quantidade muito pequena da substância já é suficiente para inativar o SARS-CoV-2. “Já testamos no laboratório vários antivirais que funcionaram contra o vírus, mas nenhum em uma concentração tão baixa quanto esse”, ressalta Edison Durigon. Além disso, a substância não é liberada no meio ambiente, seja durante seu uso ou no descarte. “O material pode ser processado em qualquer sistema de incineração convencional sem deixar resíduos tóxicos”, destaca o professor Koiti Araki do Laboratório de Química Supramolecular e Nanotecnologia do IQ.

Mecanismo de ação – Segundo Araki, o material - cujo nome é mantido em segredo por causa do pedido de patente – interage com o oxigênio do ar tornando-o mais reativo. “O oxigênio, quando entra em contato com o tecido, se torna tão ativo quanto uma água oxigenada. Quando o vírus entra em contato com o material, ele é inativado. O diferencial é a produção contínua de pequenas quantidades em equilíbrio de um oxidante, usando uma substância que já existe naturalmente e a segurança de um produto que não apresenta toxicidade relevante e é isento de metal”, destaca.

A substância vinha sendo estudada há cinco anos pela empresa em parceria com o IQ. “Esse ativo é difícil de produzir, e os rendimentos eram muito baixos. No laboratório, conseguimos desenvolver um processo que diminuiu em mais de 90% a quantidade de resíduos e reagentes e o tempo de produção”, conta Araki.

Testes de eficiência – No início da pandemia, o produto foi testado em diferentes tecidos no Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do ICB-USP para verificar o seu potencial antiviral. O primeiro passo foi testar a citotoxicidade da substância. “Muitos produtos matam o vírus, mas também matam as células. Se o produto fosse tóxico, não conseguiríamos testar a sua eficácia em cultura de células. Também foi necessário verificar se o próprio tecido não era tóxico para as células”, explica Durigon.

As máscaras também foram testadas em pacientes diagnosticados com COVID-19 no Hospital das Clínicas, que usaram a máscara comum por duas horas e depois a máscara com o ativo por duas horas. Os indivíduos fizeram testes PCR antes e depois do uso das máscaras. “Isso é importante para saber se o produto realmente inativou o vírus ou se a máscara estava sem vírus porque os pacientes não estavam mais doentes e não eliminavam vírus”, afirma o pesquisador. O efeito antiviral de 99,9% foi observado em máscaras cirúrgicas descartáveis.

Outras aplicações – O ativo pode ser aproveitado para uma série de produtos além das máscaras. A tecnologia está sendo testada em filtros de ar HEPA, presentes em hospitais, e em produtos para higiene bucal, como enxaguante e creme dental. O enxaguante, que está em fase final de testes, apresentou resultados promissores na eliminação do coronavírus. A empresa também estuda aplicar o produto em enxovais hospitalares, revestimentos de assentos de aeronaves e material escolar, por exemplo.

Para usar o ativo em máscaras de tecido reutilizáveis, os pesquisadores analisam a possibilidade de utilizar um refil descartável dentro da máscara.

Segundo Lourival Flor, diretor da Golden Tecnologia, e Sergio Bertucci, diretor da Phitta Mask, já existem propostas para exportar a máscara para o Peru, Colômbia, Honduras e Guatemala, e foi iniciado o processo para registrar o produto na Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Cinco fatos curiosos das linhas de produção da Harley-Davidson®

Conheça algumas curiosidades sobre a operação de Factory Tour nos Estados Unidos, que acontece desde 1919



A Harley-Davidson vem recebendo o público em suas fábricas há um século. Além dos modelos que deixaram sua marca na história da fabricante norte-americana, o Factory Tour também faz parte da coleção de memórias de clientes e entusiastas da marca ao longo de tantos anos.

Confira a seguir cinco fatos curiosos sobre os passeios pelas fábricas da Harley-Davidson.
O primeiro passeio a uma fábrica da Harley-Davidson foi realizado em 1919, na fábrica de Juneau Avenue em Milwaukee (atualmente sede mundial da Harley-Davidson). Durante aquele primeiro ano, motociclistas vinham de todos os cantos dos Estados Unidos, assim como da Itália e da África do Sul, para ter um vislumbre das famosas máquinas da H-D® sendo montadas.

Hoje, a Harley-Davidson oferece passeios em suas fábricas de Pilgrim Road, em Menomonee Falls, no estado de Wisconsin, e de York, no estado da Pensilvânia. Os passeios na fábrica de Powertrain Operations de Pilgrim Road deixam que os fãs vejam mais de perto os motores Milwaukee-Eight® e Evolution® sendo construídos do zero. Nos passeios nas instalações de York (Vehicle Operations), os participantes veem como os modelos Softail® Touring, CVO™ e Trike são montados.

As fábricas de Pilgrim Road e de York oferecem dois tipos de passeios. O passeio clássico pela fábrica é gratuito e dura de 30 minutos a uma hora. Por uma taxa adicional, o passeio “Steel Toe” (“biqueira de aço”) dura cerca de 90 minutos e inclui um espiada nos bastidores de áreas que não costumam estar abertas ao público. E não se preocupe, são fornecidas biqueiras de aço durante o passeio.

A fábrica de York já montou 5 milhões de veículos desde que a Harley-Davidson começou suas operações na cidade, em 1973, e mais de 19.000 pessoas fizeram o passeio Powertrain Operations Steel Toe desde 2010.

O que Ronald Reagan, Bill Clinton, e George W. Bush têm em comum além de terem sido presidentes dos Estados Unidos? Cada um deles fez um passeio por uma fábrica da Harley-Davidson. Reagan esteve em York em 1987, Clinton passeou por York em 1999, e Bush fez uma visita a Pilgrim Road em 2001.




As motocicletas da Harley-Davidson do Brasil estão disponíveis para um exclusivo Test Ride em toda a rede de concessionárias autorizadas da marca no País, de acordo com a disponibilidade dos modelos na rede e seguindo as recomendações dos governos estaduais e municipais em relação aos cuidados com a saúde. Para registrar seu interesse, acesse o site https://testrides.harley-davidson.com/pt_BR e inscreva-se. Encontre a loja Harley-Davidson mais próxima em https://www.harley-davidson.com/br/pt/tools/find-a-dealer.html. Confira as ofertas do mês em https://www.harley-davidson.com/br/pt/tools/offers.html.

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Coisas do coração são destaques no DadoCast, o podcast de Carlos Eduardo Manfredini Hapner



“Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?”, o verso de Renato Russo, na composição “Eduardo e Mônica”, foi a vinheta de apresentação do convidado de mais um episódio do DadoCast, conduzido pelo advogado Carlos Eduardo Manfredini Hapner. O podcast contou com a presença do médico Francisco Diniz Affonso da Costa, cirurgião cardíaco.

Ao fazer menção sobre o Dia Mundial do Coração (29 de setembro), o apresentador disse que mais de 300 mil brasileiros sofrem infarto todos os anos e que as doenças cardiovasculares estão entre as que mais matam no mundo. Dados de 2015 dão conta de que a patologia ceifou a vida de mais de 8 milhões de pessoas.

Na conversa, o médico falou sobre sua trajetória profissional, comentou os efeitos na pandemia, abordou as novidades tecnológicas na área da medicina e cirurgia e deixou um recado a todos as pessoas que ainda estão escolhendo que profissão seguir.

“A cirurgia é viciante para quem gosta; quer operar todos os dias”, confessou. “Minhas idas a hospitais com meu pai influenciaram muita em minha decisão. Pensava em fazer engenharia porque sempre gostei de matemática, mas abracei a medicina há mais de 40 anos e não me arrependo, faria tudo novamente”, pontou. “O médico sofre fisicamente com o trabalho, nós estamos ligados as 24 horas do dia, temos uma vivência com o paciente, mas em contrapartida, a medicina nos recompensa com um retorno espiritual e fraternal inigualável”, frisa. Olhando para o futuro, afirmou que fica um pouco triste. “A idade vai chegando, a capacidade física vai reduzindo, os anos limitam a atividade, mas um dia vou ter que parar de operar e seguir para outro lado, ministrar aulas e desenvolver pesquisas”.

Para ele, o Brasil ainda não está conseguindo acompanhar mais de perto as inovações tecnológicas na área da medicina, os custos são muitos elevados. “Em comparação a outros países, estamos ficando um pouco para trás, mas estamos caminhando quem sabe para chegar a usar corações artificiais, a fazer cirurgias robóticas e minimamente invasivas e a oferecer terapias farmacológicas e procedimentos inovadores que substituam a cirurgia”, pondera. “Essa é a tendência mundial: evitar operar o coração”.

Revelou que a inteligência artificial na medicina, a tecnologia da imagem que proporcionam um diagnóstico rápido e preciso são grandes avanços, mas nada substitui o lado humano, de ouvinte, de conselheiro do médico, uma palavra de conforto. “Isso é insubstituível”.

Sobre a pandemia, ele destacou que a situação afetou a todos de uma forma inesperada. “Sofremos com o distanciamento dos amigos, a falta de trabalho, com redução financeira. Percebi um aumento no número de paradas cardíacas em casa, porque as pessoas têm medo de sair e ir a hospitais, que se esvaziaram. Mas estamos entrando no eixo agora”.

O cirurgião também fez comentários sobre a pesquisa acadêmica que desenvolveu, afirmando que é uma maneira de contribuir e inovar. Disse que em 20 anos que ficou nesta área desenvolveu com sua equipe um trabalho muito intenso que resultou em uma prótese biológica e criou um banco de doação de tecidos.

Para os jovens que buscam uma carreira, Francisco Costa aconselhou: “façam o que gostam, o que lhes dá prazer e vocês serão pessoas mais felizes; o ganho financeiro e o sucesso são consequências naturais de uma escolha feita com o coração”.

O podcast está disponível em celular, tablet e computador (dadocast.com) e na maioria dos tocadores, dentre eles Spotify e Apple Podcast.

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ARTIGO - O modelo Open Source se expandiu para além da tecnologia, ele também salva vidas


Cristiana Maranhão é presidente da SUSE
 para a América Latina

Nos próximos meses, cientistas de todo o mundo monitorarão informações sobre a doença de forma pública, com dados abertos, bem como seu impacto nos sistemas de saúde e na população

Uma das principais lições que esta pandemia deixará está bastante clara no título deste arquivo. O open source venceu e não apenas como modelo de desenvolvimento de aplicações, mas como modelo de compartilhamento de conhecimento e de colaboração. Ele já vinha se mostrando eficiente há anos, mas, neste período de pandemia, ele tem sido fundamental.

Falando em tecnologia, é inegável que hoje a internet é baseada em código aberto. Essa predominância se explica por uma diferença simples: no desenvolvimento do software proprietário, alguém é dono daquele código, daquele conhecimento específico. E isso limita tremendamente sua capacidade de inovação. É o dono do código quem vai determinar o que será desenvolvido e onde será aplicado o que, limita esta decisão a um pequeno grupo e a sua capacidade de investimento.

No modelo open, que predomina na internet hoje, esse projeto vai para a comunidade. Uma vez que ele consegue reunir uma série de colaboradores ao seu redor, o projeto está viabilizado. Isso vale para o desenvolvimento de software, mas o modelo tem sido utilizado em diversos setores, especialmente agora.

Olhando para este momento de pandemia, o escritor Yuval Harari, em seu artigo “Na batalha contra o coronavírus, faltam líderes à humanidade”, lembrou que não há uma liderança clara nos esforços contra o coronavírus. Ele destacou que as verdadeiras ferramentas contra a situação atual são a cooperação entre os agentes, a solidariedade global e informação científica confiável. Na prática, isso significa que em um mundo globalizado não é possível a atuação independente, ou proprietária.

Este é o novo padrão, já percebido pela comunidade científica global: informação aberta, organizada, disponibilização dos modelos de progressão da epidemia e de procura do sistema de saúde, para que possam ser estudados e, principalmente, melhorados. Nos próximos meses, cientistas de todo o mundo monitorarão informações sobre a doença de forma pública, com dados abertos, bem como seu impacto nos sistemas de saúde e na população.

Essa mesma postura terá que ser adotada pelas empresas, embora muitas delas ainda não tenham percebido. Para se reinventar neste momento, todas precisarão de soluções inovadoras e o um novo modo de fazer isso é seguindo o modelo open source. Por sorte, as barreiras para que isso aconteça não são tecnológicas, mas culturais e podem ser facilmente quebradas.

Não são raros os casos de empresas no Brasil e no mundo como o que vou citar aqui: uma delas tinha um projeto de ferramentas de colaboração que deveria estar 50% implantada em seis meses. Com a pandemia, esta mesma empresa implantou 95% deste mesmo projeto em apenas um mês, e sem nenhum treinamento.

É um exemplo, mas ele deixa claro que, quando se fala em open source, seja em desenvolvimento de aplicativos, seja em compartilhamento de conhecimento, o sucesso está nas pessoas e na colaboração. Engajamento com propósito, capacidade de liderança e comunicação. É o elemento humano combinado com a tecnologia que trará novos caminhos para todos, temos visto os resultados da inovação baseada em colaboração seja em tecnologia ou na comunidade cientifica. É questão de tempo para que aumentemos a adoção do modelo de inovação compartilhada através do engajamento de comunidades para acelerar o futuro.
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Eleições 2020: Documento reúne propostas de gestão educacional nos municípios



As eleições 2020 se aproximam e os novos gestores públicos têm pela frente um antigo desafio: garantir o avanço da Educação nos municípios. Pensando nisso, a organização da sociedade civil “Todos pela Educação” lançou o “Educação Já Municípios”, um documento que reúne propostas de gestão educacional nas cidades brasileiras. 

São quatro objetivos prioritários traçados para os novos gestores públicos que venceram o pleito deste ano: atendimento com qualidade na educação infantil, assegurar que todos os alunos sejam alfabetizados no início da trajetória escolar, evolução da aprendizagem e fluxo escolar, e redução das desigualdades. 

Para atingir esses objetivos, o “Educação Já Municípios” apresenta recomendações de políticas educacionais nos eixos dos alunos, dos professores, das escolas e secretarias municipais de Educação. Para cada um dos eixos, há o desmembramento de diretrizes. No dos alunos, por exemplo, há a diretriz de assegurar a oferta de vagas para atender todas as crianças e jovens de idade escolar, garantir a frequência de todos os alunos matriculados e que estejam em condições de aprender. 

“No eixo dos professores, temos políticas educacionais como um plano de carreira atrativo e sustentável, garantir a presença desses professores na sala de aula, por exemplo. Para o eixo das escolas, temos valorizar e profissionalizar a gestão escolar, garantir a infraestrutura apropriada e apoiar o processo de melhoria nas propostas pedagógicas das escolas. No eixo da secretaria, temos que ter um quadro técnico de profissionais com competências e perfis adequados, garantir que estrutura da secretaria reflita as prioridades da pasta”, explica Gustavo Wei, coordenador de relações federativas do Todos pela Educação. 


Efeitos da pandemia

A paralisação das atividades escolares acarretou algumas consequências. Para Gustavo Wei, a principal delas foi a desigualdade educacional entre os alunos, ou seja, estudantes mais vulneráveis tiveram menos condições nos últimos meses de aprender, seja pelo acesso à internet ou pelo suporte de equipamentos. 

Por outro lado, Wei aponta um efeito positivo que o setor educacional vai levar da pandemia. “Avançaram as discussões sobre a educação híbrida no Brasil. Se o país for capaz de dar aos alunos mais pobres condições de frequentar esse tipo de ensino, a gente pode observar ganhos, tanto educacionais quanto de acesso. Desde que garantidas as condições, o que hoje ainda é muito difícil, podemos ter ganhos nessa área”, opina. 




Reabertura

 Para o “Todos pela Educação”, além da dificuldade financeira que vai enfrentar por conta da pandemia, os gestores públicos devem seguir quatro caminhos para a reabertura das escolas de todo o país. O primeiro, fazer uma avaliação para saber o quanto os alunos aprenderam durante o período de fechamento das escolas e atuar diretamente nas defasagens de aprendizagem desses estudantes.

O segundo caminho é garantir a segurança sanitária de toda a comunidade escolar na volta às aulas. Em terceiro, promover ações de acolhida que lidem com a questão da saúde mental, tanto de alunos quanto de professores. Por fim, fazer com que as secretarias municipais de Educação sigam com políticas educacionais estruturantes, como a universalização da pré-escola, acesso à creche de qualidade e aumento do tempo de ensino.

“O nível de comprometimento dos atuais gestores com a educação varia muito de local para local e de acordo com a região do país. De modo geral, podemos dizer que está aquém do esperado. Um exemplo desse descompromisso é o fato de não haver um planejamento em massa das redes de ensino para o ‘volta às aulas’. Percebemos que os esforços estão muito mais voltados para as eleições e os prefeitos preferem o risco de reabrir as escolas nesse momento do que um compromisso com a comunidade escolar”, diz Gustavo Wei. 

Fonte: Brasil 61


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Quais os melhores métodos para depilação masculina


Descubra os motivos para os homens também investirem na depilação e quais os melhores métodos para eles

O procedimento masculino foi durante muitos anos tabu, mas tem ganhado mais visibilidade graças à prática desportiva e se associar ao bem-estar


Embora seja automático associar o termo depilação à estética feminina, tem se tornado cada vez mais comum o hábito do procedimento por parte dos homens. Pode, para alguns, até ser uma questão de vaidade, mas há outros -muito bons- motivos que os tem levado a se submeterem a depilação. É o caso, por exemplo, de atletas, como ciclistas, nadadores e jogadores de futebol ou outros esportes. Com alto risco de ferimentos durante a prática, seja por quedas ou esbarrões, uma área livre de pelos se torna mais simples de ser higienizada, além de minimizar o risco de infecção e favorecer a cicatrização.

“Cuidar do corpo não é uma característica apenas das mulheres e vem deixando de ser tabu para muitos homens. Não é só por uma questão estética e outros fatores podem entrar nessa conta, como quem procura melhorar o rendimento esportivo, a higiene pessoal e até para ter uma sensação maior de conforto, já que uma região livre de pelo sente menos atrito entre si”, explica Regina Jordão, CEO da rede Pello Menos, empresa especializada em depilação a cera. “A questão da transpiração e odor já é bem conhecida. O que ocorre é que o pelo aumenta a umidade local que, por sua vez, favorece a proliferação de bactérias. O resultado é o odor, o famoso cecê”, completa a executiva.

Se o problema é o medo da dor, há vários procedimentos que podem ser feitos, mas, antes de escolher por um deles, é bom levantar os prós e contras. Vale lembrar, ainda, que a pele masculina é um pouco mais grossa que a feminina e, portanto, um pouco mais resistente a dor. As lâminas, por exemplo, que não causam o incômodo na hora da retirada e parecem ser mais práticas, podem, por outro lado, favorecer o aparecimento de foliculite, além de, no dia seguinte, já apontar um novo crescimento. É aquele método que, dia sim dia não, precisará ser refeito, o que não o torna tão prático assim quanto parece.

Já os cremes depilatórios, que parecem -erroneamente- ser a mágica do mercado depilatório, precisam de atenção mais do que redobrada. Por prometerem eliminar o pelo em questão de minutos, trazem em sua fórmula produtos químicos bastante agressivos que tem por objetivo corroê-lo. A consequência é que podem causar de imediato alergias e irritação na pele, além de serem pouco eficazes, já que, no dia seguinte, em seu crescimento normal, o pelo desponta novamente. Para quem busca arrancá-los desde a raiz, uma opção são os aparelhos depilatórios. Estes, embora pareçam práticos, são muito doloridos, além de, normalmente, não serem tão bem higienizados após o uso.

Por sua vez, as ceras, sobretudo as quentes, que em contato com a pele dilata os poros para facilitar a retirada do pelo pela raiz, também contêm em suas fórmulas substâncias que tranquilizam esse processo. “A cera recebeu a alcunha de ser dolorida, mas de todos os procedimentos depilatórios, é a mais duradoura e eficaz. Além de retirar por completo o pelo, deixando um resultado que dura por semanas, é prática, rápida e, dependendo dos componentes de sua fórmula, indolor, como é o caso do produto que utilizamos nas unidades da rede Pello Menos. Em 30 minutos é possível depilar todo o corpo, conquistando o efeito de pele lisinha que tanto gostamos”, revela Jordão.

Essa, inclusive, é outra vantagem da cera: ela não tem contraindicação de regiões do corpo em que pode ou não ser aplicada, além de ser eficaz em qualquer tipo de pele, seja branca ou negra. Para os homens, assim como para as mulheres, não há restrição de região ou procedimentos, desde que a técnica aplicada seja adequada e realizada por um profissional gabaritado para não incorrer em ferimentos ou queimaduras. ⠀

SOBRE A REDE PELLO MENOS

Da história de ousadia da “mulher de mil e uma tarefas”, nasceu o Pello Menos, empresa especializada em depilação à cera que utiliza um produto desenvolvido exclusivamente para a rede, capaz de minimizar as dores do processo depilatório. Em um espaço aconchegante e com profissionais capacitadas, a rede tem como padrão oferecer um kit individual antes de cada sessão e possui, também, o site e redes sociais que permitem o acesso exclusivo das clientes aos serviços e promoções, além de ser a única empresa deste segmento a oferecer um plano de assinatura com descontos fixos mensalmente. Atualmente conta com mais de 50 unidades, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Informações: www.pellomenos.com.br

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