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domingo, 13 de outubro de 2019

Brincadeiras contribuem para construção de vínculos entre pais e filhos


Além de assegurar a valorização de momentos cotidianos, a criança cuidada por meio do divertimento é mais feliz, afirma especialista


Brincar na infância é mais do que carregar boas lembranças para a idade adulta, é também uma forma de trabalhar o desenvolvimento da criança e um momento de interação entre os pais e filhos.

As atividades cotidianas da criança demandam tempo e atenção dos pais e, muitas vezes, acabam se tornando mais uma tarefa a ser concluída, uma “obrigação”. É importante que os pais consigam perceber que essas situações, na verdade, possibilitam a troca de afeto e a construção dos elos familiares – além de momentos de diversão.

“Muitos pais têm dupla jornada, ou seja, atividades dentro e fora de casa. E muitas vezes, com a correria do dia a dia, acabam não percebendo que momentos singulares fazem muita diferença na vida de seus pequenos. A conexão diária, além de ser valorizada pelas crianças, é considerada um pilar fundamental para o desenvolvimento infantil. E o brincar é uma das formas para essa conexão”, explica a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

As crianças tendem a participar de várias decisões sobre sua rotina, emitindo suas preferências e opiniões e podem, com a devida motivação, ajudar em várias tarefas por meio de brincadeiras.

Como exemplo, Rita cita a possibilidade de a criança se recusar a escovar os dentes porque terá que deixar de fazer algo mais divertido naquele instante. “Neste caso, os pais podem transformar essa tarefa em algo mais lúdico, a fim de que o filho se sinta mais estimulado para tal atividade”.

Outras ações podem ajudar na construção do vínculo entre pais e filhos. Entre elas a psicóloga destaca a leitura de histórias; os jogos de tabuleiro, em que os pais explicam as estratégias e como não depender da sorte para ganhar; a coleção de figurinhas, um hobby que pode facilitar a conversa e a troca entre pais e filhos.

“Uma outra boa dica é o quebra-cabeça, porque funciona com crianças muito pequenas e também com os mais velhos”, ressalta a psicóloga. Segunda ela, atividades fora de casa também são importantes, como bola, bicicleta, skate, pião, corda ou até mesmo um tempo no parquinho, por exemplo. “Empurrar o balanço, acompanhar a subida na gaiola gínica, conhecida como trepa-trepa, ou simplesmente observar a natureza são alguns dos exemplos do que pode ser feito no tempo ao ar livre com as crianças.”

Também há a opção de jogar adivinhações - uma brincadeira rapidinha que pode ser feita em qualquer lugar: no engarrafamento, na hora da refeição ou na sala de espera do médico, por exemplo.

A psicóloga explica que brincar com os filhos é importante para a saúde física e mental dos adultos também. “Ao brincar com nossos filhos ou outras crianças, resgatamos parte da nossa história e da criança que fomos um dia.”

Outro ponto que a especialista cita como uma maneira significativa na aproximação com os pequenos é pela alimentação. Segundo ela, o ato de cozinhar e de se alimentar estabelece oportunidades de diálogo e de exploração – desde a textura, sabor, cor e aparência do alimento até o resultado final, de compartilhar a mesa.

“A relação do indivíduo – seja criança ou não – com a comida, vai além do simples ato de se alimentar. Esse é um dos motivos para levar os filhos para cozinha e tornar o vínculo afetivo ainda mais forte, uma vez que este momento está intrinsecamente associado ao carinho”, afirma Rita.

Por fim, a psicóloga reforça a relevância de trazer a brincadeira para cada atividade relacionada ao cuidado diário. Além de assegurar que deixem os tablets e celulares de lado e valorizem cada momento do cotidiano com os pais, Rita afirma que a criança cuidada por meio da brincadeira e do lazer é mais feliz, pois ela acaba descobrindo que a felicidade não é um destino, mas sim um caminho.

Rede de Hospitais São Camilo

A Rede de Hospitais São Camilo é composta por quatro hospitais modernos em São Paulo. Três ficam nos bairros da Pompeia, Santana e Ipiranga, capacitados para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, como transplantes de medula óssea.

A Unidade Granja Viana, por sua vez, é uma instituição Camiliana dedicada à assistência e saúde com atenção especial aos pacientes em cuidados continuados em reabilitação, crônicos ou paliativos. Excelência médica, qualidade diferenciada no atendimento, segurança, humanização e expertise em gestão hospitalar são os principais pilares de atuação.

Hoje, a Rede de Hospitais São Camilo presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece ao todo 736 leitos e um quadro clínico de mais de 6,8 mil médicos qualificados. As unidades possuem importantes acreditações internacionais, como a Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor, e a Acreditação Internacional Canadense.

A Rede de Hospitais São Camilo faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma entidade religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis, há mais de 400 anos. No Brasil, desde 1928, a Rede conta com expertise e a tradição em saúde e gestão hospitalar.