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domingo, 22 de maio de 2022

Mãe e Empreendedora: 10 mulheres que conciliam a maternidade com o próprio negócio

Conheça a história de quem encontrou nos filhos a inspiração para se tornar empresária



Conciliar a carreira de empreendedora e a maternidade não é uma tarefa fácil. No desafio de equilibrar a balança entre a vida pessoal e profissional, é preciso jogo de cintura, paciência, estratégia e muita dedicação. O ditado que diz que “mães são todas iguais” não poderia estar mais errado, já que a relação entre empreendedorismo e maternidade acontece de formas diferentes na vida de cada uma. Há as que almejam flexibilidade no trabalho para ter mais tempo para a família, as que tomam coragem para empreender junto com os filhos e também aquelas com crianças pequenas que, ao voltar do período de licença, enfrentam as portas do mercado de trabalho fechadas.

Por isso, no mês que se comemora o Dia das Mães, conheça 10 histórias de matriarcas de sucesso:

Surpreendida por uma gravidez não planejada, Giuliana Marques, que estava abrindo na época uma unidade da Park Education, rede especializada em educação bilíngue, criatividade e soft skills, precisou acelerar os processos operacionais para que a unidade já estivesse rodando antes do nascimento do filho. “Foi como se eu estivesse me preparando para ter dois bebês. Tinha uma carreira empreendedora anterior e estava para iniciar uma nova etapa, abrindo minha primeira franquia”, conta. Giuliana trabalhou até dois dias antes do parto e retornou ao serviço 15 dias depois. “Uma das salas virou meu local de amamentação e de apoio, meus funcionários me ajudaram muito, viramos uma grande família”, relata. Hoje com sete anos, o filho continua acompanhando de perto a rotina da mãe. “Ele participa como aluno, contribui nas celebrações e principalmente no feedback sincero sobre a estrutura”. Para as mulheres que têm medo da maternidade e do empreendedorismo, Giuliana reforça: “realmente é bem difícil, mas as melhores coisas na vida são aquelas mais difíceis de conquistar”.

Já com Hérica Gusmão, foi diferente. Assim que retornou da licença maternidade, foi demitida. Com um novo plano e a vontade de empreender, escolheu uma franquia que lhe desse liberdade. Assim, optou pela PremiaPão, rede especializada em publicidade em sacos de pão. “Fiquei pensando como seria voltar a trabalhar na minha área e com grandes chances de dar plantão, optei por algo que entendi que seria melhor para mim e para minha família. Foi quando eu conheci a franquia e vi que se adequava perfeitamente às minhas expectativas: consigo acompanhar de perto o desenvolvimento da minha filha que tem 1 ano e 1 mês.”

Já Carina Soares de Oliveira, franqueada da Sofá Novo de Novo e mãe de duas crianças, entrou para a rede durante a pandemia com intuito de ter flexibilidade para poder ficar mais tempo com a família, um processo que ensinou bastante a ela. “Aprendi a me posicionar mais e hoje não me culpo e nem me cobro. Tenho tempo de qualidade com meus filhos, separei duas horas só para brincar com eles e é gratificante ver os benefícios na vida deles, como menos ansiedade e com mais foco na escola”. A mãe também conta que os pequenos adoram ajudar e já pensam em empreender. “Eles levam meus cartões de visita para o colégio, falam para as pessoas sobre meu trabalho e o meu primogênito faz aulas de robótica e programação de jogos e já tem como foco ter o próprio negócio no ramo da agricultura, construindo um robô”.

O nascimento de Manuela foi muito desejado pela enfermeira Ana Luiza Almeida. A bebê arco-íris, que chega após a perda de outro filho, chegou em plena pandemia e mudou completamente a vida da profissional que trabalhava no maior hospital de São Paulo. “A função demandava uma grande disponibilidade de tempo e ainda durante a gestação avaliei que não faria sentido voltar em meio à crise pandêmica depois de buscar tanto ser mãe”, explica. Assim, passou a pesquisar modelos de negócio que não pararam de funcionar durante o isolamento social e encontrou a rede de lavanderias self-service, Lavô. Após um ano dedicado à filha, o negócio foi inaugurado e, hoje, Ana Luiza, consegue prestar um serviço de qualidade aos clientes e ter tempo para fazer as refeições junto à filha, colocar para dormir, e estar presente no desenvolvimento da pequena que em breve completará 2 anos.

Por sua vez, a advogada Rachel Melo é empreendedora há 22 anos, quando, junto com a mãe e a irmã, abriram a primeira unidade do Pello Menos, rede pioneira em depilação indolor no Brasil. A ideia veio da mãe, Antônia Melo, que até hoje se dedica na gestão de uma das três unidades que possuem. Hoje, com dois filhos, Rachel administra a unidade em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e divide seu tempo entre o negócio e a maternidade. “Eles cresceram vendo a correria e a minha dedicação ao trabalho e o meu papel de mãe, por isso sabem o quanto é difícil e desafiador. Hoje vejo meus filhos independentes, tolerantes e conscientes da importância do papel de cada um dentro do seio familiar.”

Dedicada à família, Eneide Gomes tinha medo de empreender até conhecer a CleanNew, rede especializada em higienização e blindagem de estofados. "Na época meus filhos tinham 14 e 10 anos e todo meu tempo era para eles e minha família. Tive que me adaptar, conciliar e hoje dedico os finais de semana para eles. E o melhor de tudo é que eles sentem maior orgulho de mim", comenta a empresária que hoje gerencia três operações nas cidades de Florianópolis, Balneário Camboriú e Criciúma, no estado de Santa Catarina.

A terapeuta ocupacional, Silvia Sales, decidiu investir na franquia Home Angels, rede especializada em cuidadores de pessoas supervisionadas, quando a avó foi diagnosticada com Alzheimer. Da ideia que surgiu de um problema familiar, tornou a solução, tanto no campo pessoal quanto no profissional. Quando ficou grávida, Silvia ficou insegura de como iria conciliar o trabalho com a maternidade, uma preocupação que se mostrou sem fundamento. “Foi bem diferente do que eu pudesse imaginar. Hoje eu tenho mais tempo para a minha família e para mim. Eu tenho mais tempo para pegá-lo na escola, fazer a lição de casa e brincar. Ter a franquia me proporcionou mais tempo de qualidade com meu filho.”

Os sete anos de Marina Machado como gerente de marketing e eventos de uma grande empresa de bebidas foi marcado por muitas viagens (eram cerca de 5 voos por semana). Quando decidiu construir a própria família, percebeu que a rotina atribulada não se encaixava mais nos planos. O universo do franchising surgiu por uma amiga que indicou uma microfranquia de beleza e bem-estar que poderia ser administrada de casa, o SPA Express. Grávida do primeiro filho, a recifense começou as negociações em julho, em agosto foi mãe de João Pedro e em novembro inaugurou uma unidade da franquia em Aracaju. Hoje, além do primogênito, que vai completar 4 anos, é mãe de Lara, de 1 ano, e proprietária de mais duas unidades do SPA Express em Salvador e, o mais importante, com tempo para aproveitar a família.

Formada em contabilidade e especialista em finanças, Nayara Sader trabalhou por 11 anos na controladoria de grandes empresas. Mesmo CLT, a profissional sempre manteve uma atitude empreendedora de buscar soluções e enxergar oportunidades, mas “para o CNPJ dos outros”, como brinca. A vontade de empreender partiu do esposo, Leandro Takano, que juntos foram conhecer o modelo de negócio do Emagrecentro, rede de emagrecimento e estética que está há 35 anos no mercado. Já são quase três anos se dedicando ao próprio negócio, praticamente a mesma idade de Arthur, primeiro filho do casal. Agora, prestes a se formar em Nutrição e com o empreendimento mais estabilizado, Nayara planeja dar início a um novo sonho: aumentar a família graças a autonomia conquistada com o empreendedorismo.

Após ser desligada da empresa que trabalhava, com mais de 20 anos dedicados à educação, Patrícia Sprada, CEO do EcoCão Espaço Pet, entrou no mundo do empreendedorismo. A ideia de criar um espaço dedicado para o bem-estar de pets nasceu depois de perceber o incômodo dos próprios cachorros ao irem tomar banho no pet shop. Desde 2017, a experiência de trabalhar por conta própria fez com que Patrícia tivesse que conciliar a rotina familiar com os filhos, que hoje têm 28 e 23 anos, e o sonho de empreender. Além disso, Sprada divide suas vivências profissionais com a sua filha, que trabalha também na operação da franquia. "Às vezes, precisamos fazer um exercício para poder gerenciar essa rotina. Ser mãe já é um grande desafio, ser mãe e empreendedora é um desafio dobrado”, conta.


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Modernização da legislação é tema de encontro do ministro Ronaldo Nogueira com trabalhadores e empresários

Ele se reuniu com centrais sindicais e entidades de mão de obra temporária


O ministro ouviu reivindicações dos representantes dos trabalhadores e esclareceu pontos da proposta enviada ao Congresso. Ronaldo Nogueira propôs a criação de um grupo com dois técnicos de cada central sindical e do ministério para discutir pontos do projeto e tentar acolher as propostas das entidades sindicais. Na reunião, as centrais defenderam a retirada do regime de urgência do projeto para que haja mais tempo para a discussão do texto.

O ministro reafirmou seu compromisso em fortalecer a representação sindical e garantir direitos dos trabalhadores. "Se deixar o trabalhador na sua singularidade para negociar, ele fica frágil. A bandeira que eu defendo é o fortalecimento do movimento sindical", disse.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, pediu que o projeto também contemple as federações e confederações como entidades de negociação envolvendo questões relacionadas aos trabalhadores. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) ponderou que a abertura de novas vagas de emprego depende do crescimento econômico e distribuição de renda.

O ministro disse que acolheria todas as críticas e sugestões do meio sindical e afirmou que o governo está empenhado em fazer as reformas que o país precisa. "O presidente Michel Temer nos orientou a ouvir, colher opinião e debater com os trabalhadores, para construir o texto. O importante é que existe essa disposição de sentar à mesa para dialogar e chegar a um ponto comum", declarou.

Nogueira disse que pretende visitar todos os 513 deputados e todas as centrais sindicais para defender o projeto de modernização da legislação trabalhista. "Vou defender a nossa proposta. Essa proposta que estamos discutindo aqui", disse aos sindicalistas. A reunião entre o ministro Ronaldo Nogueira e centrais sindicais aconteceu na tarde de sexta-feira (20), no Departamento Intersindical de Estudos Econômicos e Estatísticas (Dieese), em São Paulo.

Trabalho temporário - Após o encontro com as centrais sindicais, o ministro se reuniu com empresários do setor de serviços na sede do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços Terceirizados de Colocação e Administração de Mão de Obra de Trabalho Temporário de São Paulo (Sindeprestem).

O presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt), Vander Morales, disse que o ministro quebra um paradigma ao se reunir com trabalhadores e empresários em busca de um entendimento sobre a modernização das relações de trabalho e a empregabilidade no país. Segundo ele, a economia já dá sinais de recuperação.

O ministro declarou que o projeto de modernização da legislação trabalhista tem potencial para criar até cinco milhões de novos empregos. "Defender o trabalhador é defender o emprego", ressalta.

"Se alguém precisa ser reconhecido e exaltado é o presidente Michel Temer, que tem tido a coragem de fazer esse enfrentamento com uma posição de estadista, não pensando na próxima eleição, mas na próxima geração", disse o ministro. Ele afirmou que o Brasil não pode mais esperar pela modernização das relações de trabalho.

O diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Fernando de Carvalho Lima, disse que a entidade apoia o governo na busca de soluções para o crescimento do emprego no país. "Aceitamos e queremos essa proposta do diálogo. Estamos a sua disposição e parabenizando pela sua iniciativa e sua coragem", declarou.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Paralisação descumpre determinação do TST



Gestão da malha evitou maiores transtornos


A paralisação realizada por aeronautas e aeroviários em 12 aeroportos brasileiros, na manhã de hoje (03/02), causou transtornos a passageiros em todo o país ao descumprir determinação do TST de manutenção mínima de 80% do efetivo na operação aérea.

De acordo com informações obtidas junto ao Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), dos 399 voos (entre pousos e decolagens domésticas e internacionais) previstos para acontecer entre as 6h e 8h, 22% tiveram que ser cancelados e 48% sofreram atrasos. O número de passageiros impactados em decorrência da paralisação das operações pode superar 45 mil.

Os impactos foram minimizados devido às iniciativas das companhias aéreas, que nos últimos dias contataram e reacomodaram um grande número de pessoas para voos em outras datas e horários.

Com um histórico de oferta de ganhos reais aos trabalhadores em todos os últimos 10 anos de negociação, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) segue aberto ao diálogo. No atual processo, as companhias fizeram, desde outubro, seis propostas aos trabalhadores.

domingo, 1 de novembro de 2015

Especialistas em relações do trabalho apontam que a remuneração por tempo de serviço está com os dias contados

Evento promovido na FecomercioSP abordou o impacto das tecnologias nas relações do trabalho e o modo pelo qual trabalhadores e empresários se adaptarão à nova realidade

São Paulo, 30 de outubro de 2015 - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio do seu Conselho de Empregos e Relações do Trabalho, realizou hoje o evento intitulado "O Futuro do Trabalho: Por que ter medo de novas tecnologias?", um debate sobre a influência do avanço tecnológico no ambiente de trabalho e como empresários e trabalhadores estão se adaptando com a chegada das novas ferramentas, garantindo assim um futuro promissor.

O primeiro painel abordou os "Impactos das novas tecnologias nas relações do trabalho". Wagner Gramigna, especialista da McKinsey Consultoria, e Renato Dolci, diretor de pesquisa da Num.br, mostraram como a tecnologia permeia todos os fluxos de trabalho da atualidade.

Para José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, a tecnologia viabilizou novas formas de trabalho, como, por exemplo, à distância ou por projetos específicos. "A remuneração por tempo de serviço pode estar com os dias contados. O trabalho do futuro será remunerado por serviços prestados", aponta o especialista.

Já para Renato Opice Blum, presidente do Conselho de IT Compliance e Educação Digital da FecomercioSP, uma das tendências do futuro do trabalho é a interatividade, visto que tecnologias digitais impactam todas as profissões.

Com o tema "A educação do futuro à luz das tecnologias emergentes", o segundo painel teve início com Carlos Alberto da Silva Lima, presidente da Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas - CIATEC e José Dion de Melo Teles, engenheiro consultor da Innova Tecnologia Inovadora, que reforçaram a importância do aprimoramento da gestão do sistema educacional brasileiro para garantir a formação de profissionais capacitados para as novas dinâmicas do trabalho.

"A inovação e a liberdade devem trabalhar juntas. Se não houver liberdade, não teremos a educação necessária para a transformação do Brasil.", conclui Ozires Silva, engenheiro aeronáutico, reitor da Unimonte e presidente do Conselho de Administração da Anima Educação.

Para concluir o debate, José Pastore expôs que é essencial uma busca contínua por formas de flexibilizar as regras que tanto engessam o mercado de trabalho e impossibilitam que este se adeque aos impactos da tecnologia, além da necessidade de um ajuste da legislação trabalhista brasileira em relação aos impactos da tecnologia.

Sobre a FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 157 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por 11% do PIB paulista - aproximadamente 4% do PIB brasileiro - e gera cerca de 5 milhões de empregos.