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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

São Paulo receberá R$ 20,3 milhões de recurso adicional para combate ao Aedes

Aedes Aegypti


Todos os municípios de São Paulo receberão recurso exclusivo para qualificação das ações de combate ao Aedes em duas etapas. A segunda parcela será repassada a partir de resultados dos levantamentos de índice de infestação


Com a chegada do verão, o Governo Federal intensifica sua atuação contra o mosquito transmissor da Dengue, vírus Zika e febre Chikungunya. Para reforçar a prevenção, o Ministério da Saúde vai repassar a todos os municípios brasileiros e ao Distrito Federal R$ 152 milhões extras destinados as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Para os 645 municípios de São Paulo, serão destinados R$ 20,3 milhões ao enfrentamento ao vetor.

O recurso foi garantido em portaria publicada nesta quinta-feira (29) e deverá ser liberado aos municípios em duas etapas. Na primeira, R$ 91,2 milhões serão repassados a partir da data da publicação da portaria. Para o estado de São Paulo, a primeira parcela corresponde a R$ 12,1 milhões. O repasse da segunda parcela está condicionado ao cumprimento de alguns critérios, cujas informações deverão ser consolidas pelas Secretarias Estaduais de Saúde e repassadas ao Ministério até o dia 30 de junho de 2017.

Para receberem a segunda parcela de R$ 60,8 milhões, sendo R$ 8,1 milhões para São Paulo, os municípios deverão: realizar o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) para os casos de cidades com mais de dois mil imóveis precisarão; já os municípios com menos de 2 mil imóveis deverão realizar o Levantamento de Índice Amostral (LIA); as cidades sem infestação do mosquito deverão realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa e, excepcionalmente serão consideradas as metodologias alternativas de levantamento de índices executados pelos municípios, desde que essas informações sejam repassadas ao Governo Federal.

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, considera de fundamental importância este recurso extra para as ações de prevenção e controle do vetor. “Com este reforço financeiro, os municípios vão poder concentrar ainda mais esforços no combate ao mosquito evitando, assim, a proliferação do mosquito e, consequentemente a transmissão da dengue, vírus Zika e chikungunya. A necessidade de realização de levantamentos de índices de infestação será uma ferramenta fundamental para qualificar as ações de prevenção e controle do mosquito”, reforçou o ministro.

LIRAa - Elaborado pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção. O último LIRAa, divulgado pelo Ministério da Saúde, em novembro deste ano, apontou que 855 cidades encontram-se em situação de alerta e risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Isso representa 37,4% dos municípios pesquisados, enquanto que 62,8% dos municípios (1.429) estão em situação satisfatória.

DENGUE - O Brasil registrou, até 10 de dezembro, 1.487.673 casos de dengue. Considerando as regiões do país, Sudeste e Nordeste apresentam os maiores números de casos, com 855.425 casos e 323.558 casos, respectivamente. Em seguida estão as regiões Centro-Oeste (197.033), Sul (73.196) e Norte (38.461).

ZIKA - Foram 211.770 casos prováveis de febre pelo vírus Zika em todo o país, até o dia 10 de dezembro, o que representa uma taxa de incidência de 103,6 casos a cada 100 mil habitantes. A transmissão autóctone do vírus no país foi confirmada a partir de abril de 2015, com a confirmação laboratorial no município de Camaçari (BA). O Ministério da Saúde tornou compulsória a notificação dos casos de Zika em fevereiro deste ano. Desde então, estados e municípios vinham preparando seus sistemas de registros para encaminhar estas notificações ao Ministério da Saúde. Antes disso, o monitoramento do vírus Zika era realizado por meio de vigilância sentinela.

A região Sudeste teve 90.625 casos prováveis da doença, seguida das regiões Nordeste (75.733); Centro-Oeste (31.707); Norte (12.749) e Sul (956). Considerando a proporção de casos por habitantes, a região Centro-Oeste fica à frente, com incidência de 205,3 casos/100 mil habitantes, seguida do Nordeste (133,9); Sudeste (105,7); Norte (73,0); Sul (3,3).

CHIKUNGUNYA - Foram notificados, até 10 de dezembro, 263.598 casos prováveis de Chikungunya. Neste ano, foram registrados 159 óbitos pela doença, nos estados de Pernambuco (54), Paraíba (32), Rio Grande do Norte (25), Ceará (21), Rio de Janeiro (9), Alagoas (6), Bahia (4), Maranhão (5), Piauí (1), Sergipe (1) e Distrito Federal (1). Os óbitos estão sendo investigados pelos estados e municípios mais detalhadamente, para que seja possível determinar se há outros fatores associados com a febre, como doenças prévias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

PROJETO ARTE E CULTURA NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA APRESENTA BIG BAND SÊNIOR

Por: Claudia Souza
Foto: Claudia Souza -  O público aplaude a apresentação no Teatro Olido em agosto/2016 


O show de lançamento da Big Band Sênior será dia 29/9 - quinta-feira, às 20 horas no Teatro do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Composta por 18 músicos com mais de 50 anos de idade e 20 anos de carreira, a Big Band Sênior incorpora o projeto da UPARS - União Paulista dos Artistas Sêniores, fundada pelo Maestro e pianista Adylson Godoy.

A associação, sem fins lucrativos, inicia seu projeto com a primeira Orquestra, com músicos afiliados e terá por objetivo criar mecanismos de incentivos e proporcionar trabalho e renda para músicos e cantores com o perfil citado.

Ainda no começo, em fase de adaptação às exigências burocráticas, pretende conseguir apoio de verbas governamentais para alavancar o projeto, ainda embrião, em funcionamento provisório no espaço cedido pela Ordem dos Músicos do Brasil, Conselho Regional do Estado de São Paulo, aonde os músicos da orquestra se encontram, organizam, debatem e ensaiam o repertório da Big Band Sênior.

Sob direção musical de Adylson Godoy, regência do trombonista Renato Farias e produção de Marcelo Fontanesi, a Big Bnd Sênior é composta por cinco saxofonistas, quatro trombonistas, quatro trompetistas, um pianista, um baixista, um baterista, um guitarrista e um percussionista. No palco, os dezoito músicos, contam ao grande público “A História das Big Bands”, reproduzindo um amplo repertório dos anos 40 até a atualidade, apresentando obras de Duke Ellington, Count Basie, Tommy Dorsey, Stan Keaton, Glenn Miller, Benny Goodman, Banda Tabajara, Silvio Mazzuca, Elcio Alvares e Luís Arruda Paes, entre outros.

Vídeo institucional:


Este show que abre o Projeto Arte e Cultura no Tribunal de Justiça, sob a supervisão do Desembargador Sidney Romano dos Reis, é destinado a magistrados, servidores e ao público em geral e a entrada é franca. Por medidas de segurança, os interessados em assistir o show devem se inscrever no e-mail: artenotj@tjsp.jus.br.

Serviço:

Local: Auditório do Gade MMDC (Avenida Ipiranga, 165).
(Antigo Hilton Hotel - Metrô República).
Dia e Horário: 29/9, às 20 horas.
Entrada franca

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

SHOW GRATUITO COM BIG BAND SÊNIOR NO TEATRO OLIDO



Inspirada nas Big Bands dos anos dourados, a Big Band Sênior está saindo do forno para se apresentar no Teatro Olido e no Auditório do Tribunal de Justiça - SP, inaugurando a iniciativa da UPARS – União Paulista dos Artistas Sêniores, que foi criada para incentivar mecanismos geradores de oportunidades para músicos com mais de 50 anos de idade e 20 anos de carreira.

O projeto com quase dois anos, tem como idealizador o Maestro e pianista Adylson Godoy. A ideia surgiu em uma conversa informal com o contrabaixista Amador Bueno, quando comentavam sobre a falta de políticas públicas para favorecerem os músicos profissionais, principalmente na área da música instrumental, pouco contemplada por patrocínios.

Não demorou muito e a UPARS foi fundada, tendo no casting inaugural, a Big Band Sênior, composta por 36 músicos renomados, da mais alta qualidade, dos quais, metade são intercalados entre as apresentações, aonde o caçula completou este ano 50 anos e o mais velho está com 90 anos de idade.

Composta por 5 saxofonistas, 4 trombonistas, 4 trompetistas, 1 pianista, 1 baixista, 1 baterista, 1 guitarrista e 1 percussionista; os 18 músicos juntos, contam ao grande público “A História das Big Bands” reproduzindo um amplo repertório dos anos 40 até a atualidade, que remonta Duke Ellington; Count Basie; Tommy Dorsey; Stan Keaton; Glenn Miller; Benny Goodman; Banda Tabajara; Silvio Mazzuca; Elcio Alvares, Luis Arruda Paes, entre outros.

A estreia tem por objetivo, documentar o trabalho que está sendo ensaiado há um ano aproximadamente nos bastidores do auditório da Ordem dos Músicos do Brasil, que cedeu gentilmente o espaço, para que os músicos desenvolvessem a Orquestra, reuniões, bem como a fundação da UPARS – União Paulista dos Artistas Seniores, que já está constituída, avançando do estado embrionário de associação, para constituição de uma OSCIP, que terá por objetivo, criar projetos de leis favoráveis aos músicos associados e captação de recursos governamentais a fim de fomentar os fazedores de cultura que estão atingindo a “melhor idade” e que em maioria não desfrutam de nenhuma política pública em detrimento de sua alta capacidade de realização.

“A Big Band Sênior é a prova de que o bom músico não tem data de validade e possui além da experiência, grande poder e força de vontade. Eles só precisam de um bom palco, condições técnicas e incentivo financeiro para mostrarem o seu melhor e contribuírem com a arte e a cultura musical de nosso país”. Disse Adylson Godoy, fundador da UPARS.

Através da UPARS, a Orquestra já está com o projeto aprovado pela Lei Rouanet (PRONAC nº 1410552, artigo 18) e em busca de captação de recursos.

Os músicos e cantores interessados em participarem da UPARS, podem se associarem gratuitamente no blog provisório http://upars.blogspot.com.br/p/associe-se-gratis.html para receberem informações de projetos futuramente criados para cada perfil de trabalho.


Próximas apresentações:

Dia 08/08 – 20 hs
Teatro Olido
Av. São João, 473 – Centro – São Paulo – SP
Entrada Franca
(Chegar 1 hora antes para retirar ingresso).

Dia 29/9 – 20 hs

Auditório do Tribunal de Justiça
(Antigo Hilton Hotel)
Av. Ipiranga, 165 – República – Centro – SP
Entrada Franca

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Programa ABC liberou R$ 2 bi em crédito no ano-safra 2015/2016

Recursos foram destinados ao uso de tecnologias de baixa emissão de carbono

Brasília (23/8/2016) - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) destinou R$ 2 bilhões em crédito rural, no ano-safra 2015/2016, para o Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono). Essa linha financia tecnologias como a Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD), Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), Sistema Plantio Direto (SPD), Tratamento de Dejetos Animais (TDA), Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e Florestas Plantadas (FP).

Lançado em julho de 2010, o ABC já investiu R$ 13,2 bilhões em um total de 28,5 mil contratos com produtores rurais, que abrangem 6,8 milhões de hectares. O programa promove a sustentabilidade da agropecuária brasileira e está alinhado à Política Nacional de Mudanças sobre o Clima, assinala a Coordenação de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo.

Na comparação entre 2015/2016 e 2014/2015, houve retração no volume de contratações do ABC. No período anterior, os contratos somaram R$ 3,6 bilhões. Segundo a Coordenação de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos, a queda para R$ 2 bilhões se deve à elevação nas taxas de juros da linha de crédito. Outro fator que também contribui para esse resultado foi o aumento do custo de produção.

Em compensação, o ciclo 2015/2016 teve elevação de 34% no valor médio dos contratos quando comparado com o de 2014/2015. O estado de São Paulo, por exemplo, apresentou incremento de mais de 5.500% no valor contratado para o Tratamento de Dejetos Animais. No Maranhão, houve crescimento de 1.100% no montante de contratação para Florestas Plantadas. Já Roraima aumentou em 1.400% a área de Recuperação de Pastagens Degradadas. A Região Norte registrou acréscimo de mais de 200% no valor contratados para Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta.

A meta do Plano ABC é atingir, com suas tecnologias, 30 milhões de hectares até 2020. A Recuperação de Pastagens Degradadas representa 50% desse total (15 milhões de hectares). Até 2015, a RPD já alcançou cerca de 41,3%, conforme dados do Mapa e do Banco Central (BC).

Ainda segundo as estatísticas do Ministério da Agricultura, a iLPF tem compromisso 13% do total do uso de tecnologias do ABC e já atingiu 6,3%. O Sistema Plantio Direto também superou a projeção: ele representa 27% e chegou a 36,7%. A tecnologia de Florestas Plantadas tem meta total de 10% e alcançou 15,8%.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Nutricionistas realizam oficinas para aproveitamento integral de alimentos



Aulas gratuitas serão oferecidas na Vila Maria, Lapa, Butantã e centro de São Paulo, a partir de sexta-feira, 19

A partir de sexta, 19 de agosto, estará disponível à população das regiões norte, oeste e central da cidade a oficina gratuita sobre Aproveitamento Integral de Alimentos. As nutricionistas da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan), da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), apresentarão ao público receitas com casca de laranja cristalizada, tira gosto de semente de abóbora, farofa de abóbora, creme de couve, arroz com cascas e suco de laranja, beterraba e cenoura.

As oficinas serão realizadas no Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (Cresan) da Vila Maria e no Mercado Municipal da Lapa, nos dias 19 e 26 de agosto, respectivamente. Na quarta-feira, 24, a ação deve ocorrer no Cresan Butantã e no dia 31 no Mercado Municipal Paulistanos (Mercadão). As aulas são oferecidas das 13h às 17h.

As vagas são limitadas e para participar o interessado deve enviar e-mail para eancosan@prefeitura.sp.gov.br com nome completo, RG, CPF e a unidade em que deseja participar.

Serviço
Oficina de Aproveitamento Integral de Alimentos

Dia 19 de agosto, das 13h às 17h
Cresan Vila Maria – Rua Gastão Madeira, 637 – Vila Maria Alta

Dia 24 de agosto, das 13h às 17h
Mercado Municipal Lapa – Rua Herbart, 41 – Lapa

Dia 26 de agosto, das 13h às 17h
Cresan Butantã – Rua Nella Murari Rosa, 40 – Jardim Olympia

Dia 31 de agosto, das 13h às 17h
Mercado Municipal Paulistano – Rua da Cantareira, 306 – Centro

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Temer defende geração de empregos no Paraná‏





O presidente em exercício Michel Temer participou, nesta terça-feira (28), da inauguração da fábrica de celulose da Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, localizada no município de Ortigueira, no Paraná. Durante entrevista à imprensa, Temer destacou que o novo empreendimento gera, apenas neste primeiro momento, mais de 1.500 postos de trabalho, além de oferecer trabalho a cerca de 40 mil pessoas durante a construção da fábrica, “o que mostra as potencialidades do Brasil”, ressaltou.



O presidente reforçou também a integração entre o Executivo e o Congresso Nacional, conquistada pelo atual governo, possibilitando a aprovação de projetos relevantes para o País. Entre eles está o projeto que solucionou as dívidas dos estados com a União. “Apenas no Paraná, cerca de R$ 500 milhões serão reinvestidos gerando ainda mais empregos”, argumentou citando, ainda, a limitação dos gastos públicos proposta pelo governo, com emenda constitucional já encaminhada ao Congresso.


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terça-feira, 28 de junho de 2016

Ipea faz radiografia do Complexo do Alemão

Embasada em pesquisa de campo, obra trata de políticas públicas, assentamentos precários, PAC, UPPs e outras intervenções governamentais

O Ipea lança a publicação Vida Social e Política nas Favelas na próxima quinta-feira (30), em uma roda de conversa com autores e convidados sobre núcleos de pesquisa, documentação e memória em espaços populares, às 16h, na Avenida Presidente Antonio Carlos, 51, auditório do décimo andar, no Centro do Rio. O evento será gratuito, aberto ao público,mas é necessária a confirmação de presença por meio do e-mail:eventos@ipea.gov.br.

O livro amplia a produção do Ipea já consolidada em diagnósticos e acompanhamento das políticas públicas voltadas para os assentamentos precários e favelas, em uma perspectiva institucional e histórica. A obra originou-se no projeto Políticas Públicas para as Favelas: Passado e Presente e contribui para a compreensão dos arranjos institucionais que viabilizam as ações públicas nas favelas, e dos mecanismos de participação política dos moradores. Este tipo de informação sobre as favelas é produzido, essencialmente, por meio de pesquisas de campo, pois as estatísticas censitárias sobre as favelas sofrem muitas limitações para informar sobre os arranjos institucionais que viabilizam o acesso da população aos bens e aos serviços públicos, bem como sobre como tais arranjos interferem nos resultados das ações estatais.

Coordenado pela técnica de planejamento e pesquisa do Ipea Rute Imanishi, o trabalho é resultado de uma parceria com o Instituto Raízes em Movimento, que tem sede e atuação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O livro tem como matéria-prima um conjunto de pesquisas de campo realizadas por pesquisadores e professores universitários de diversas instituições – além do Ipea, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal Fluminense (UFF), o Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Pesquisadores destas instituições participaram dos encontros organizados pelo Instituto Raízes em Movimento de 2011 a 2015. Já a equipe de pesquisa do Ipea chegou em 2010, antes da ocupação policial no Alemão. “Utilizo os resultados das pesquisas que coordenei no âmbito do Ipea sobre o histórico fundiário e a memória dos moradores da área. Ao longo do texto, procuro identificar os arranjos institucionais que viabilizaram as intervenções do Estado para a urbanização das favelas da região, até a sua definição como um bairro, destacando o papel das associações de moradores”, descreve Imanishi. Segundo ela, o trabalho tem foco no papel das intervenções governamentais no processo histórico de construção das favelas que hoje fazem parte do Complexo do Alemão.

O livro apresenta um conjunto de textos que abordam a atuação do Estado nas favelas do Complexo do Alemão, sempre com um olhar atento sobre a participação dos moradores nos arranjos institucionais que viabilizaram as políticas públicas. “A maior parte dos textos foi redigida em um período marcante da história das favelas do Alemão, que se deu a partir das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Tais eventos trouxeram esperanças e também frustrações”, informa Imanishi.

A pesquisa aborda ainda saúde pública, injustiça ambiental, educação, cultura e políticas voltadas à juventude envolvida no tráfico de drogas.

Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - www.ipea.gov.br